No centro das atenções
A dívida pública angolana ultrapassou os 68 mil milhões de dólares em 2025, num crescimento que preocupa não apenas pelo volume, mas pela sua composição: o país está a trocar dívida bilateral — mais flexível e negociável — por dívida comercial e de mercado, tipicamente mais rígida e onerosa.
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Em Angola, a fronteira da Lunda Norte voltou a colocar em evidência os riscos da mobilidade irregular, depois de cidadãos da República Democrática do Congo atravessarem, de forma ilegal, o cordão sanitário instalado para evitar a entrada de potenciais casos de Ébola. O foco recai sobre as zonas diamantíferas da província, onde alguns indivíduos se instalam à procura de diamantes, desrespeitando as medidas de controlo vigentes. De acordo com informações oficiais, esta semana mais de 170 cidadãos em situação irregular foram detidos pelas autoridades angolanas na Lunda Norte e repatriados para a RDC. A operação ilustra o desafio de conciliar a atividade diamantífera, muitas vezes informal, com a necessidade de manter a saúde pública e a segurança fronteiriça, num contexto em que os órgãos de defesa e segurança mantêm a fiscalização apertada na fronteira. As autoridades reforçam o compromisso de proteger as comunidades fronteiriças e de cumprir os protocolos de saúde, sublinhando que entradas irregulares não serão toleradas. A ocorrência evidencia a necessidade de uma cooperação regional mais estreita para gerir as dinâmicas fronteiriças, assegurando a segurança, a continuidade da atividade económica legal e a integridade dos serviços de saúde na região.
Fonte: da Redação e da Rfi
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Angola regista uma frente adicional na fronteira com a República Democrática do Congo, onde cidadãos congoleses têm furado o cordão sanitário instalado na região da Lunda Norte na tentativa de fixar-se nas zonas diamantíferas, apesar da presença constante de órgãos de defesa e segurança que vigiam a fronteira para impedir potenciais casos de Ébola. Nesta semana, mais de 170 indivíduos em situação irregular foram detidos pelas autoridades angolanas e repatriados para o seu país de origem. As autoridades reiteram que o cordão sanitário é uma medida crucial para evitar a propagação de Ébola, especialmente numa fronteira onde o controle de entradas é intensificado. O balanço desta semana mostra a detenção de mais de 170 pessoas em situação irregular, cuja repatriação foi efetuada de forma célere, de acordo com os procedimentos legais. Em termos de leitura mais ampla, o episódio ilustra os desafios contínuos na gestão de uma fronteira sensível entre Angola e RDC, onde as ações de saúde pública se cruzam com a fiscalização de migração. As autoridades deixam claro que a proteção da saúde pública e da soberania fronteiriça permanece prioritária, e que a repatriação de cidadãos sem autorização continua a fazer parte das respostas oficiais.
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Em Angola, cidadãos da República Democrática do Congo têm atravessado ilegalmente o cordão sanitário montado na fronteira da Lunda Norte, instalando-se em zonas onde há atividade diamantífera, mesmo com a presença contínua de órgãos de defesa e segurança que monitorizam a entrada para evitar a entrada de potenciais casos de Ébola. A operação pretende manter a saúde pública sob controle numa região de forte atividade mineira e de sensibilidade sanitária. Nesta semana, mais de 170 pessoas em situação irregular foram detidas na província e repatriadas pelas autoridades angolanas, segundo informações oficiais. O episódio evidencia a persistência de deslocamentos ilegais na região fronteiriça, gerando preocupações tanto em matéria de segurança como de saúde pública, e reforça a necessidade de reforçar as ações de fiscalização e vigilância. Apesar destas detenções, a situação sublinha a importância de manter protocolos de vigilância sanitária e controlo de fronteiras, em particular em áreas diamantíferas, para proteger as comunidades locais e evitar riscos à saúde pública, sem impedir, simultaneamente, a atividade económica legítima da região.
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Em Cabo Verde, a Rede interinstitucional de promoção de igualdade entregou ao Governo uma proposta de declaração de 2025 como o Ano da prevenção e combate às Violências Baseados no Género (VBG).
A Guiné‑Bissau viveu, nesta sexta‑feira, um novo capítulo de tensão política ao colocar em prisão preventiva Domingos Simões Pereira, líder do principal partido de oposição. O episódio foi destacado na coluna “Semana em África”, que faz um recorte dos acontecimentos mais relevantes do continente. Domingos Simões Pereira, figura de destaque na cena política guineense, foi detido pelas autoridades sob alegação de risco de fuga e de interferência nas investigações em curso. A medida, anunciada pela Procuradoria‑Geral, ocorreu pouco depois de intensas mobilizações da oposição, que tem denunciado irregularidades nas últimas eleições presidenciais e legislativas. O líder do Partido Social Democrata (PSD) tem sido uma voz crítica ao governo de Umaro Sissoco Embaló, acusando-o de práticas autoritárias e de manipulação do sistema judicial para silenciar adversários. A decisão gerou reações imediatas tanto no âmbito interno como internacional. Organizações da sociedade civil guineense condenaram a prisão como um retrocesso à democracia, enquanto representantes de países parceiros e de organismos regionais solicitaram esclarecimentos e o respeito ao direito ao devido processo. Advogados de Simões Pereira já apresentaram recurso para revogação da medida, argumentando que não há evidências concretas que justifiquem a restrição da liberdade do opositor. A detenção de Simões Pereira pode aprofundar a crise política que já se instalou no país, onde a instabilidade institucional tem sido recorrente nos últimos anos. Observadores apontam que o episódio pode desencadear novas manifestações nas ruas e pressionar o governo a buscar um diálogo mais amplo com a oposição, sob pena de agravar ainda mais a já frágil situação de governança. O futuro da Guiné‑Bissau dependerá, em grande parte, da capacidade das partes envolvidas de encontrar uma solução pacífica que assegure a continuidade do processo democrático. Em suma, a prisão preventiva de Domingos Simões Pereira marca mais um ponto de viragem na já turbulenta trajetória política da Guiné‑Bissau, suscitando dúvidas sobre a independência do sistema judicial e a estabilidade do país. O desenrolar dos próximos dias será crucial para definir se a nação avançará rumo a um consenso político ou se continuará a enfrentar ciclos de confrontação e incerteza.
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A Guiné‑Bissau viveu, nesta sexta‑feira, uma nova reviravolta política ao colocar o líder da principal força da oposição, Domingos Simões Pereira, em prisão preventiva. O caso foi anunciado pelo Ministério da Justiça, que alegou que o antigo primeiro‑ministro estaria envolvido em atos que poderiam ameaçar a ordem pública e a segurança do Estado. Domingos Simões Pereira, que já ocupou o cargo de primeiro‑ministro entre 2004 e 2008 e lidera o Partido Socialista da Guiné‑Bissau (PSGB), tem sido uma figura central nas discussões sobre a estabilidade democrática do país. A sua prisão ocorre num contexto de tensão crescente entre o governo de Umaro Sissoco Embaló e a oposição, que tem denunciado práticas autoritárias e falta de transparência nas instituições. Organizações de direitos humanos e observadores internacionais manifestaram preocupação, pedindo que o processo legal seja conduzido com respeito ao devido processo e às garantias fundamentais. A medida levanta dúvidas sobre o futuro do panorama político guineense, sobretudo quanto à possibilidade de diálogo entre as partes. Enquanto a comunidade internacional aguarda esclarecimentos, a população local acompanha com atenção os desdobramentos, temendo que a escalada de confrontos possa comprometer ainda mais a já frágil situação de segurança e desenvolvimento do país. A prisão de Simões Pereira, portanto, não só simboliza um ponto crítico na disputa de poder, como também pode influenciar a dinâmica das próximas eleições e a estabilidade da Guiné‑Bissau nos próximos meses.
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A Guiné‑Bissau viveu, nesta semana, mais um capítulo de instabilidade política ao ver o líder da principal força de oposição, Domingos Simões Pereira, colocado em prisão preventiva na sexta‑feira. O anúncio foi feito pelas autoridades judiciais do país, que justificaram a medida como necessária para garantir a ordem pública e a investigação de supostos crimes relacionados com a segurança nacional. Domingos Simões Pereira, antigo primeiro‑ministro e atual presidente do Partido da Unidade Socialista (PUS), tem sido uma figura central nas críticas ao governo de Umaro Sissoco Embaló. A sua prisão surge num contexto de tensões crescentes entre o Executivo e a oposição, que se intensificaram após as recentes eleições legislativas, marcadas por alegações de fraude e protestos nas principais cidades. A decisão judicial provocou reações imediatas da comunidade internacional e de organizações de direitos humanos, que pedem transparência no processo e respeito ao direito de defesa. Enquanto isso, a sociedade civil guineense manifesta preocupação com o retrocesso nas conquistas democráticas e teme que a medida possa desencadear novas manifestações ou instabilidade institucional. O futuro político do país, ainda fragilizado por crises recorrentes, dependerá agora da forma como as partes envolvidas gerir‑ão este episódio e do grau de diálogo que puder ser restabelecido entre governo e oposição. Em suma, a prisão preventiva de Domingos Simões Pereira representa mais um ponto de inflexão na já turbulenta história política da Guiné‑Bissau, salientando a necessidade urgente de mecanismos de reconciliação e de fortalecimento do Estado de direito para garantir a estabilidade e o desenvolvimento do país.
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Operação policial na Suíça apreendeu um Bugatti Veyron, Koenigsegg One:1 e um Lamborghini Veneno Roadster de Teodore Mangue
Em São Tomé e Príncipe, o processo eleitoral que culminou na reeleição de Carlos Vila Nova ao cargo de Presidente da República decorreu, segundo as autoridades locais, de forma tranquila e pacífica. O escrutínio, realizado no domingo passado, contou com a presença de observadores internacionais, entre os quais destacam‑se trinta representantes da União Europeia, que acompanharam a votação e a apuração dos resultados. A missão de observação da UE elogiou a organização do pleito, sublinhando a ausência de incidentes significativos e o respeito pelos procedimentos democráticos. As autoridades eleitorais nacionais também afirmaram que todas as fases – desde a abertura dos locais de voto até à transmissão dos resultados – foram conduzidas dentro dos parâmetros legais e com transparência. A reeleição de Carlos Vila Nova reforça a continuidade do governo em São Tomé e Príncipe, num contexto de desafios socioeconómicos que o país procura enfrentar. A comunidade internacional, ao acompanhar de perto o desenvolvimento democrático da nação insular, demonstra apoio ao fortalecimento das instituições e à estabilidade política da região.
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Em São Tomé e Príncipe, a reeleição de Carlos Vila Nova ao cargo de Presidente da República foi confirmada após a votação realizada no último domingo. O processo eleitoral decorreu sem incidentes significativos, sendo descrito como calmo e ordenado pelos órgãos responsáveis. A jornada de votação contou com a presença de diversas equipas de observação internacional, entre as quais se destacam trinta representantes da União Europeia. Estas missões acompanharam a fase de escrutínio dos votos, reforçando a credibilidade do resultado e a transparência do procedimento democrático no país. A vitória de Vila Nova consolida a continuidade do seu governo, que tem procurado avançar em áreas como a diversificação da economia, o reforço das infra‑estruturas e a melhoria dos serviços públicos. A estabilidade política demonstrada neste pleito reforça a confiança dos investidores e parceiros internacionais, que veem em São Tomé e Príncipe um ambiente propício ao desenvolvimento sustentável. Com a certidão de que a eleição transcorreu de forma pacífica, o próximo mandato presidencial deverá focar‑se na implementação das promessas de campanha, bem como no fortalecimento das instituições democráticas, contribuindo para a estabilidade e o progresso da nação insular no contexto regional.
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Em São Tomé e Príncipe, o processo eleitoral que se realizou no último domingo decorreu de forma tranquila e pacífica, segundo relatos de autoridades locais e observadores internacionais. O país, que tem consolidado a sua democracia desde a transição para o regime multipartidário, viu o atual presidente, Carlos Vila Nova, ser novamente eleito para o cargo de Chefe de Estado, reforçando a continuidade do seu governo. A apuração dos votos contou com a presença de 30 observadores da União Europeia, bem como de representantes de outras organizações multilaterais, que confirmaram a transparência e a regularidade do pleito. Os delegados sublinharam a ausência de incidentes graves, a boa organização nas urnas e o respeito ao calendário constitucional, fatores que contribuíram para a estabilidade política do arquipélago. A vitória de Vila Nova, que já cumpria um mandato completo, será analisada pelos partidos de oposição e pela sociedade civil, que esperam que a nova gestão mantenha o foco nas prioridades económicas, sociais e de desenvolvimento sustentável. A comunidade internacional, ao reconhecer a lisura do processo, reforça o apoio a São Tomé e Príncipe na sua trajetória de fortalecimento institucional e na busca por investimentos que impulsionem o crescimento do país.
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Os confrontos entre as forças do exército etíope e os combatentes do Tigray avançaram para os campos de refugiados instalados na fronteira sudanesa, provocando mortes, feridos e desencadeando uma nova onda de deslocamentos. Esta escalada representa o pior surto de violência desde a assinatura do acordo de paz de 2022, reacendendo temores de que o conflito possa expandir‑se para além do norte da Etiópia. A violência atingiu acampamentos que acolhem milhares de etíopes que já haviam fugido da guerra, colocando em risco a segurança de civis já vulneráveis. Segundo relatos de organizações humanitárias, dezenas de pessoas foram mortas e dezenas de outras ficaram feridas, enquanto centenas foram forçadas a abandonar novamente os abrigos em busca de proteção. A situação tem dificultado a entrega de ajuda, com bloqueios de acesso e riscos para o pessoal de socorro. Especialistas alertam que a ruptura do cessar‑fogo acordado em 2022 pode desencadear um conflito mais amplo na região, envolvendo não só o Tigray, mas também as fronteiras com o Sudão e outras áreas do Chifre da África. A comunidade internacional tem sido instada a pressionar as partes em conflito a retomar as negociações e garantir a proteção dos civis, especialmente dos refugiados que já sofreram deslocamentos múltiplos. Enquanto isso, agências da ONU e ONGs continuam a apelar por corredores humanitários seguros e por um cessar‑fogo imediato, a fim de evitar uma catástrofe humanitária ainda maior.
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Graça Machel, ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida activista social, lançou um apelo público à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para que a organização rompa o silêncio diante do aumento dos ataques xenófobos dirigidos a imigrantes que vivem na África do Sul. Em declaração feita esta semana, Machel acusou a SADC de ter‑se afastado dos seus princípios fundadores, que incluem a promoção da paz, da segurança e da integração regional, ao não reagir de forma contundente aos episódios de violência que têm‑sido registados contra cidadãos de países vizinhos, entre eles moçambicanos. A líder sul‑africana tem sido alvo de críticas internacionais depois de vários incidentes de agressão contra estrangeiros, sobretudo nas províncias de Gauteng e Western Cape, onde grupos xenófobos têm perpetrado ataques físicos, destruição de propriedades e até assassinatos. Organizações de direitos humanos alertam que a situação tem‑se agravado, gerando medo entre as comunidades migrantes e dificultando a livre circulação de pessoas dentro da região. Para Machel, a falta de uma resposta coordenada da SADC compromete não só a segurança dos indivíduos, mas também a coesão económica e social do bloco. Ao dirigir‑se à SADC, Graça Machel pediu a implementação de medidas concretas, como a criação de um mecanismo de monitoramento de incidentes xenófobos, a adoção de sanções contra governos que não cumpram as normas de proteção dos direitos humanos e a promoção de campanhas de sensibilização sobre a importância da diversidade cultural para o desenvolvimento da África Austral. A ex‑ministra sublinhou que a solidariedade entre os Estados membros é essencial para combater a retórica de exclusão que tem alimentado a violência. Se a SADC decidir agir, poderá reforçar a sua credibilidade como organismo regional e enviar um sinal claro de que a xenofobia não será tolerada nos seus territórios. Caso contrário, o risco é que a confiança nas instituições regionais continue a diminuir, alimentando ainda mais a instabilidade nas fronteiras sul‑africanas e prejudicando as relações comerciais e sociais entre os países membros. O apelo de Graça Machel coloca novamente a questão da responsabilidade coletiva no centro do debate sobre direitos humanos e integração regional na África Austral.
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Graça Machel, ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida ativista pelos direitos humanos, dirigiu‑se à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) solicitando que a organização rompa o silêncio perante a onda de ataques xenófobos que tem atingido cidadãos estrangeiros na África do Sul. Em discurso público, Machel acusou a SADC de não estar a cumprir o seu mandato de promover a paz, a segurança e a integração regional, apontando para a necessidade urgente de uma resposta coordenada. Nos últimos meses, a África do Sul tem registado episódios violentos contra imigrantes, entre eles muitos provenientes de Moçambique, que são alvo de agressões, saques e até homicídios. As manifestações, muitas vezes alimentadas por discursos de hostilidade e medo, têm gerado um clima de insegurança que afeta não só as comunidades migrantes, mas também as relações comerciais e sociais entre os países membros da SADC. Graça Machel sublinhou que a falta de uma posição clara da organização pode ser interpretada como tolerância ao preconceito, comprometendo a credibilidade da SADC enquanto guardiã dos valores de solidariedade e desenvolvimento conjunto. A ex‑ministra apelou ainda a que a SADC elabore medidas concretas, como a criação de um mecanismo de monitorização dos incidentes xenófobos, a emissão de declarações conjuntas de condenação e a implementação de programas de sensibilização nas sociedades sul‑africanas. Segundo Machel, a cooperação entre os Estados membros é essencial para garantir a proteção dos direitos humanos e para evitar que a violência se espalhe para outras nações da região. Ao concluir, Graça Machel reforçou a importância de uma resposta rápida e eficaz da SADC, lembrando que a estabilidade da África Austral depende da capacidade dos países de defenderem os princípios de dignidade e respeito mútuo. Ela encorajou os governos a trabalharem em conjunto, não só para punir os responsáveis pelos ataques, mas também para promover uma cultura de inclusão que beneficie a todos os cidadãos da região.
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A chegada de milhares de migrantes ao enclave espanhol de Ceuta, proveniente de Marrocos, tem desencadeado uma forte reação das autoridades espanholas e de governos europeus. O fluxo, que tem aumentado nas últimas semanas, é visto por alguns analistas como um reflexo das tensões internas no Reino de Marrocos, sobretudo no contexto da delicada sucessão do rei Mohammed VI. Segundo o especialista Raúl M. Braga Pires, o fenómeno migratório não deve ser encarado como uma questão exclusivamente europeia ou espanhola, mas sim como um "assunto exclusivamente marroquino". Braga Pires argumenta que a instabilidade política e económica em Marrocos, aliada à falta de políticas migratórias claras, tem impulsionado cidadãos a buscar refúgio em Ceuta, que funciona como porta de entrada para a Europa. A situação tem colocado pressão sobre as autoridades de Ceuta e sobre o governo de Madrid, que precisam equilibrar a segurança das fronteiras com a obrigação humanitária de atender aos migrantes. Enquanto isso, países da União Europeia têm manifestado preocupação, exigindo respostas coordenadas para evitar que a crise se amplie. O debate continua aberto, mas, de acordo com Braga Pires, a raiz do problema reside nas dinâmicas internas marroquinas, que exigem atenção tanto de Rabat quanto da comunidade internacional.
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A estreia da Copa Africana de Nações (CAN) de futebol feminino, realizada no domingo, 26 de julho, já trouxe duas notícias marcantes. Enquanto Marrocos entrou em campo com a vitória, a seleção da África do Sul sofreu uma inesperada derrota, surpreendendo os adeptos e alterando as perspetivas para a fase de grupos. A partida inaugural contou com a equipa marroquina a demonstrar a força que lhe valeu o título da edição anterior, impondo‑se no marcador e garantindo três pontos fundamentais. Por outro lado, a Bafana Bafana Feminina, que entra como anfitriã e favorita, viu‑se surpreendida ao não conseguir assegurar a vitória esperada, o que levanta questões sobre a sua preparação e estratégia para os próximos confrontos. Esta reviravolta precoce tem implicações directas no desenvolvimento do torneio. Marrocos, ao iniciar com triunfo, posiciona‑se como candidato ao título, enquanto a África do Sul terá de repensar o seu plano de jogo para recuperar o terreno perdido e manter viva a esperança de avançar às fases eliminatórias. Os próximos encontros serão decisivos para definir quais equipas conseguirão consolidar a liderança nos seus respectivos grupos e continuar a luta pelo troféu continental.
Fonte: da Redação e da Rfi
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Um incêndio devastador eclodiu na noite de quarta‑para‑quinta‑feira num orfanato localizado nos subúrbios de Argel, capital da Argélia, deixando ao menos onze vítimas fatais, entre as quais várias crianças. O incidente ocorreu num momento em que o país atravessa uma forte onda de calor, que já provocou cerca de mil focos de incêndio ao longo de apenas uma semana, segundo autoridades locais. De acordo com informações das forças de segurança argelinas, o fogo teria começado por volta das 22h30 e rapidamente se alastrou pelos edifícios do estabelecimento, dificultando as tentativas de evacuação. Equipas de bombeiros foram mobilizadas imediatamente, mas as chamas intensas e a falta de rotas de escape adequadas contribuíram para o elevado número de mortos. Entre os falecidos, constam crianças de diferentes faixas etárias, o que aumentou a comoção nacional. As autoridades declararam estado de emergência e abriram uma investigação para determinar as causas do incêndio, que ainda não foram oficialmente esclarecidas. Enquanto isso, a população argelina tem expressado solidariedade às famílias das vítimas e exigido medidas mais rigorosas de segurança em instituições que acolhem crianças. O governo, por sua vez, prometeu reforçar as inspeções de segurança contra incêndios e acelerar a implementação de protocolos de prevenção, especialmente durante períodos de calor extremo que aumentam o risco de incêndios em todo o país.
Fonte: da Redação e da Rfi
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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) revelou, nesta semana, que o regime militar que governa o Burkina Faso estaria a recorrer a uma rede estruturada de ciberactivistas para manipular o debate público, espalhar notícias falsas e exercer pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas. Segundo a investigação da ONG, a chamada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C) funciona como uma espécie de "milícia digital" que opera sob a direção de apoiantes próximos ao poder e, possivelmente, de autoridades governamentais. A análise da RSF aponta que a BIR‑C utiliza contas falsas nas redes sociais, bots e plataformas de mensagens instantâneas para difundir propaganda oficial, atacar reportagens independentes e criar campanhas de desinformação que visam deslegitimar a imprensa livre. Além disso, a organização denuncia que membros da brigada têm enviado ameaças diretas a jornalistas, inclusive por telefone e e‑mail, tentando intimidar aqueles que cobrem protestos, violações de direitos humanos e a situação de insegurança que afeta grande parte do país. O relatório da RSF alerta para o agravamento do clima de repressão no Burkina Faso, onde o golpe militar de 2022 trouxe uma série de restrições à liberdade de expressão. A presença de uma estrutura digital coordenada representa uma nova fronteira na forma como os regimes autoritários controlam a informação, dificultando a verificação de fatos e a atuação de meios de comunicação independentes. Em resposta, a RSF apelou à comunidade internacional para que pressione o governo burkinabé a encerrar a atividade da BIR‑C e a garantir a proteção dos jornalistas, reforçando a necessidade de mecanismos de monitoramento mais rigorosos e de apoio a iniciativas de jornalismo investigativo na região. A situação no Burkina Faso reflete uma tendência crescente em vários países da África Ocidental, onde a tecnologia digital é usada como ferramenta de repressão. Organizações de defesa da imprensa e observadores de direitos humanos recomendam a implementação de legislação que puna a criação e utilização de redes de desinformação patrocinadas pelo Estado, bem como a formação de jornalistas para reconhecer e combater notícias manipuladas. Enquanto isso, a RSF continua a monitorizar o caso e a divulgar atualizações sobre possíveis violações, na esperança de salvaguardar a liberdade de imprensa no país.
Fonte: da Redação e da Rfi
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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) revelou nesta semana que o regime militar que governa o Burkina Faso teria criado uma estrutura de ciberativismo – denominada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C) – para difundir propaganda oficial, lançar campanhas de desinformação e exercer pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas. A investigação publicada pela ONG aponta que a BIR‑C funciona como uma espécie de "milícia digital", reunindo apoiantes do poder e, segundo a RSF, membros de órgãos governamentais. Estes ciberativistas utilizariam redes sociais, fóruns online e plataformas de mensagens instantâneas para espalhar narrativas favoráveis ao governo, ao mesmo tempo que atacam e intimidam profissionais da imprensa que questionam a atuação das forças militares no país. A situação de liberdade de imprensa no Burkina Faso tem-se deteriorado desde o golpe militar de janeiro de 2022, que depôs o presidente eleito e instalou um governo de transição liderado pelos militares. Desde então, relatos de detenções arbitrárias, fechamentos de meios de comunicação e restrições ao acesso à internet têm sido frequentes. A revelação da RSF sobre a BIR‑C acrescenta uma nova camada de controvérsia, ao sugerir que o regime não só controla os meios tradicionais, mas também mobiliza recursos digitais para silenciar a crítica. Em comunicado, a RSF condenou a prática, classificando‑a como uma grave violação dos direitos dos jornalistas e um obstáculo ao exercício da liberdade de expressão. A organização apelou ao governo do Burkina Faso para que desmantelasse a brigada e garantisse a proteção de todos os profissionais de imprensa, independentemente da sua linha editorial. Até ao momento, as autoridades não responderam oficialmente às acusações, embora representantes do regime tenham reiterado que a segurança nacional é prioridade e que quaisquer intervenções online são destinadas a combater a desinformação que, segundo eles, alimenta grupos extremistas. A existência de uma "milícia digital" levanta questões sobre a evolução das estratégias de repressão em contextos autoritários, sobretudo numa região onde a internet tem vindo a tornar‑se um espaço central para a mobilização política e a difusão de informação. Observadores internacionais alertam que a combinação de força militar e controle cibernético pode criar um ambiente ainda mais hostil para o jornalismo investigativo e para a sociedade civil. Enquanto a comunidade internacional acompanha de perto o caso, a RSF reforça o seu pedido de investigação independente e de sanções contra os responsáveis, caso as alegações se confirmem. A liberdade de imprensa no Burkina Faso, e na África Ocidental em geral, depende agora de como estas acusações serão tratadas pelos poderes constituídos e da capacidade das organizações de direitos humanos de pressionar por mudanças concretas.
Fonte: da Redação e da Rfi
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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) acusou o governo militar de Burkina Faso de recorrer a uma rede organizada de ciberactivistas para difundir propaganda oficial, lançar campanhas de desinformação e exercer intimidação contra jornalistas e outras vozes críticas. Na investigação recentemente publicada, a ONG revela a existência da chamada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C), descrita como um organismo coordenado que inclui apoiantes do regime e, segundo a RSF, membros do próprio governo. A pesquisa da RSF indica que a BIR‑C teria sido criada para atuar nas plataformas digitais, produzindo conteúdos favoráveis ao poder, manipulando narrativas e atacando publicamente profissionais da imprensa que questionam as políticas do Estado. Entre as táticas apontadas estão a criação de contas falsas, a disseminação de notícias falsas e a orquestração de ataques coordenados nas redes sociais, com o objetivo de silenciar críticas e criar um clima de medo entre os jornalistas. A organização alerta que a utilização de uma “milícia digital” representa uma escalada nas estratégias de repressão, dificultando ainda mais o trabalho da imprensa livre em Burkina Faso. A RSF pede que a comunidade internacional, bem como as plataformas de mídia social, investiguem e adotem medidas para impedir a atuação desse tipo de estrutura, garantindo a segurança dos jornalistas e a livre circulação de informação no país.
Fonte: da Redação e da Rfi
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O Chade anunciou, esta semana, a sua decisão de abandonar o Tribunal Penal Internacional (TPI), alegando que a corte tem demonstrado eficácia limitada e que a sua atuação tem sido excessivamente focada no continente africano. O comunicado do governo chadiano sublinha que, apesar das expectativas iniciais, o TPI não tem conseguido garantir justiça de forma equitativa, sobretudo nos casos que envolvem países africanos. A saída do Chade segue a de outro Estado, a Venezuela, que também comunicou a sua retirada da jurisdição do TPI. O momento coincide com a remoção do procurador do tribunal, Karim Khan, após serem apresentadas alegações de conduta sexual imprópria – acusações que ele próprio refuta. Estas duas decisões alimentam um debate crescente sobre a credibilidade e a imparcialidade da corte internacional. André Thomas, professor em regime de aposentadoria da Universidade da África do Sul, em Pretória, avaliou que as saídas do Chade e da Venezuela eram previsíveis. Para ele, a situação evidencia a urgência de uma reforma profunda nas estruturas do TPI, que, na sua perspetiva, acabou por se tornar um instrumento de justiça a serviço dos interesses da União Europeia, em detrimento de uma aplicação verdadeiramente universal da lei. A retirada do Chade tem implicações significativas para a cooperação internacional em matéria de justiça penal. Poderá incentivar outros países, sobretudo na África, a reconsiderarem a sua participação no tribunal, pressionando as Nações Unidas a promover mudanças que assegurem maior representatividade e eficácia. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, na esperança de que o TPI consiga restaurar a confiança dos Estados membros e cumprir o seu mandato de forma mais equilibrada.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou neste sábado que a epidemia de ebola que assola a República Democrática do Congo (RDC) está a avançar a um ritmo que descreveu como "excepcional". O organismo internacional sublinhou a necessidade urgente de reforçar a resposta sanitária no país, que tem enfrentado um aumento significativo de casos nas últimas semanas. Segundo a OMS, o número de infecções confirmadas tem crescido de forma acelerada, superando as previsões iniciais e colocando pressão sobre os sistemas de saúde locais, já fragilizados por conflitos armados e deslocamentos populacionais. As autoridades congolesas, em colaboração com parceiros humanitários, intensificaram as operações de rastreamento de contactos, isolamento de pacientes e campanhas de sensibilização nas comunidades mais afetadas. Contudo, a entidade mundial enfatiza que os recursos atuais são insuficientes para conter a propagação do vírus, sendo imprescindível a mobilização de mais equipes médicas, equipamentos de proteção individual e vacinas. O alerta da OMS chega num momento crítico, pois a doença tem o potencial de atravessar fronteiras e gerar novas ondas de contágio na região. O organismo pede aos governos da África Central e à comunidade internacional que aumentem o apoio financeiro e logístico, a fim de garantir a implementação de medidas de controle eficazes e evitar que a crise se agrave ainda mais. Enquanto isso, a população congolesa é encorajada a seguir as orientações de saúde pública, como a notificação imediata de sintomas suspeitos, o respeito às quarentenas e a adoção de práticas de higiene rigorosas.
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O Chade anunciou esta semana a sua decisão de abandonar o Tribunal Penal Internacional (TPI), alegando que a corte tem demonstrado eficácia limitada e que a sua atuação tem sido excessivamente focada no continente africano. O comunicado do governo chadiano surge pouco depois da Venezuela também ter comunicado a intenção de se retirar da jurisdição do TPI, num momento em que o procurador do tribunal, Karim Khan, foi afastado por alegações de conduta sexual imprópria – acusações que o próprio nega. Para André Thomas, professor emérito de Direito Internacional e Constitucional da Universidade da África do Sul, em Pretória, as saídas do Chade e da Venezuela eram previsíveis. Segundo o académico, a situação evidencia a necessidade urgente de uma reforma profunda no TPI, que, na sua perspetiva, acabou por se tornar um instrumento de justiça ao serviço dos interesses da União Europeia, em detrimento de uma justiça verdadeiramente universal. A saída do Chade, país situado na região central da África, coloca em evidência as críticas recorrentes sobre a seletividade e a politização do tribunal. Enquanto alguns Estados-membros defendem a manutenção do TPI como pilar fundamental para o combate à impunidade, outros apontam para a falta de representatividade e para a percepção de que as investigações concentram‑se desproporcionalmente em países africanos. O futuro do TPI, portanto, permanece incerto, com a comunidade internacional a debater possíveis alterações no seu estatuto e no seu âmbito de atuação.
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Graça Machel, ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida ativista pelos direitos humanos, voltou a chamar a atenção da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para a escalada de ataques xenófobos que têm atingido imigrantes na África do Sul. Em declaração pública, a líder afirmou que o bloco regional tem permanecido em silêncio, deixando de cumprir a sua missão de promover a paz, a segurança e a integração entre os países membros. A situação na África do Sul tem gerado preocupação internacional após uma série de episódios violentos contra cidadãos estrangeiros, sobretudo de países vizinhos, que são acusados de competir por empregos e recursos. Protestos e depredações têm sido registrados em várias cidades sul-africanas, provocando deslocamento forçado e danos materiais a milhares de famílias. Organizações da sociedade civil e governos de países como Moçambique, Zâmbia e Zimbábue têm solicitado respostas concretas e mecanismos de proteção para os seus nacionais que residem no país vizinho. Machel criticou a SADC por não ter tomado medidas efetivas desde o início das hostilidades, argumentando que a falta de uma posição firme enfraquece a credibilidade da organização e coloca em risco a cooperação regional. Ela propôs a criação de uma agenda de emergência, que inclua a emissão de alertas de segurança, a coordenação de assistência humanitária e a abertura de canais de diálogo entre os governos envolvidos. Segundo a ativista, a SADC deve reafirmar os princípios do Tratado de Libre Comércio da região e garantir que a livre circulação de pessoas seja acompanhada de respeito pelos direitos humanos. Ao encerrar a sua mensagem, Graça Machel apelou aos líderes da SADC para que adotem uma postura proativa, reforçando o compromisso de combater a xenofobia e proteger os cidadãos que, em busca de melhores oportunidades, escolheram viver na África do Sul. O apelo da ex‑ministra sublinha a necessidade de uma resposta coletiva que vá além de declarações simbólicas, promovendo ações concretas que restauram a confiança entre os povos da África Austral.
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Graça Machel, ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida activista social, dirigiu‑se à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) pedindo que a organização deixe de permanecer em silêncio perante a onda de ataques xenófobos que tem atingido cidadãos estrangeiros na África do Sul. O apelo surge num momento em que episódios de violência contra migrantes, sobretudo de países vizinhos, vêm a aumentar e a gerar preocupação nas comunidades moçambicanas que residem no país sul‑africano. Nos últimos meses, a África do Sul tem registado vários casos de agressões, saques e até homicídios dirigidos a estrangeiros, alimentados por discursos de exclusão e por uma crise económica que tem elevado a tensão social. Entre as vítimas, destacam‑se migrantes moçambicanos, que constituem uma parte significativa da mão de obra informal no país vizinho. Graça Machel acusou a SADC de ter‑se afastado dos seus princípios fundadores – a promoção da paz, da segurança e da cooperação entre os Estados membros – ao não adoptar medidas concretas para coibir a xenofobia e proteger os direitos humanos dos migrantes. Machel sublinhou que a falta de uma resposta coordenada da SADC pode comprometer não só a segurança dos cidadãos moçambicanos, mas também a própria credibilidade da organização regional. Recomendou a instauração de um mecanismo de monitorização das tensões xenófobas, a criação de protocolos de intervenção rápida e o reforço de campanhas de sensibilização que promovam a convivência pacífica entre as diferentes comunidades. A activista concluiu que, sem uma ação decisiva, o discurso de intolerância poderá escalar, ameaçando a estabilidade da região e os laços históricos de solidariedade entre os povos sul‑africanos. A comunidade internacional e as autoridades sul‑africanas aguardam agora uma resposta da SADC. O apelo de Graça Machel coloca em destaque a necessidade de políticas regionais mais eficazes para garantir a proteção dos migrantes e reforçar os valores de integração que sustentam a África Austral.
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A ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida activista social, Graça Machel, voltou a dirigir a sua voz à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para exigir uma resposta firme aos episódios de xenofobia que têm atingido cidadãos estrangeiros na África do Sul. Em comunicado divulgado recentemente, Machel acusou a organização regional de manter‑se em silêncio perante os ataques, alegando que a SADC tem deixado de cumprir a sua missão original de promover a paz, a segurança e a integração entre os países membros. Nos últimos meses, a África do Sul tem sido palco de ondas de violência dirigidas a migrantes provenientes de países vizinhos, entre eles Moçambique, Zimbábue e Zâmbia. As agressões, que variam desde agressões verbais até saques e assassinatos, têm gerado temor nas comunidades de origem e levantado questões sobre a eficácia dos mecanismos regionais de proteção. Graça Machel, que já desempenhou papéis de destaque tanto no governo moçambicano quanto nas Nações Unidas, sublinhou que a falta de uma posição clara da SADC compromete a confiança dos Estados membros nas instituições regionais. A líder apelou à SADC para que reavalie as suas políticas de segurança e desenvolva medidas concretas, como a criação de um mecanismo de monitorização de incidentes xenófobos, a implementação de campanhas de sensibilização sobre os direitos dos migrantes e a promoção de diálogos entre autoridades sul‑africanas e representantes das comunidades afetadas. Machel destacou ainda que a estabilidade da região depende da capacidade dos países de proteger todos os seus residentes, independentemente da sua origem, e de reforçar os princípios de solidariedade que sustentam a SADC. Ao concluir, a activista enfatizou que a omissão da SADC pode gerar um precedente perigoso para outras nações da África Austral, alimentando a marginalização e a exclusão social. O chamado de Graça Machel visa, portanto, não só proteger os cidadãos moçambicanos que vivem na África do Sul, mas também reforçar o compromisso da SADC com a construção de um espaço regional seguro e inclusivo.
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