Graça Machel, ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida ativista pelos direitos humanos, dirigiu‑se à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) solicitando que a organização rompa o silêncio perante a onda de ataques xenófobos que tem atingido cidadãos estrangeiros na África do Sul. Em discurso público, Machel acusou a SADC de não estar a cumprir o seu mandato de promover a paz, a segurança e a integração regional, apontando para a necessidade urgente de uma resposta coordenada. Nos últimos meses, a África do Sul tem registado episódios violentos contra imigrantes, entre eles muitos provenientes de Moçambique, que são alvo de agressões, saques e até homicídios. As manifestações, muitas vezes alimentadas por discursos de hostilidade e medo, têm gerado um clima de insegurança que afeta não só as comunidades migrantes, mas também as relações comerciais e sociais entre os países membros da SADC. Graça Machel sublinhou que a falta de uma posição clara da organização pode ser interpretada como tolerância ao preconceito, comprometendo a credibilidade da SADC enquanto guardiã dos valores de solidariedade e desenvolvimento conjunto. A ex‑ministra apelou ainda a que a SADC elabore medidas concretas, como a criação de um mecanismo de monitorização dos incidentes xenófobos, a emissão de declarações conjuntas de condenação e a implementação de programas de sensibilização nas sociedades sul‑africanas. Segundo Machel, a cooperação entre os Estados membros é essencial para garantir a proteção dos direitos humanos e para evitar que a violência se espalhe para outras nações da região. Ao concluir, Graça Machel reforçou a importância de uma resposta rápida e eficaz da SADC, lembrando que a estabilidade da África Austral depende da capacidade dos países de defenderem os princípios de dignidade e respeito mútuo. Ela encorajou os governos a trabalharem em conjunto, não só para punir os responsáveis pelos ataques, mas também para promover uma cultura de inclusão que beneficie a todos os cidadãos da região.
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A ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida ativista social, Graça Machel, dirigiu um apelo à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para que interrompa o silêncio diante dos recentes surtos de xenofobia que têm afetado cidadãos estrangeiros residentes na África do Sul. Em declaração pública, Machel acusou o organismo regional de ter‑se afastado dos seus princípios fundadores, que incluem a promoção da paz, da segurança humana e da integração económica entre os Estados membros. Nos últimos meses, a África do Sul tem assistido a uma série de ataques violentos contra imigrantes provenientes de países vizinhos, entre eles Moçambique, Zimbábue e países da região do Grande Lago. As agressões, que incluem saques, agressões físicas e até homicídios, têm gerado preocupação nas capitais da SADC, que deveriam atuar como guardiã dos direitos humanos e da cooperação transfronteiriça. Graça Machel, que já desempenhou papéis de destaque em organismos internacionais, sublinhou que a falta de uma resposta coordenada da SADC pode minar a confiança dos povos africanos nas instituições regionais e agravar as tensões migratórias. Machel sugeriu que a SADC reveja imediatamente os seus mecanismos de monitorização e intervenção, propondo a criação de uma força de observação conjunta para acompanhar a situação nas áreas mais vulneráveis da África do Sul. Também pediu a adoção de medidas diplomáticas que pressionem o governo sul‑africano a reforçar a proteção dos direitos dos imigrantes e a combater a retórica inflamatória que alimenta a hostilidade. Segundo a ex‑ministra, a solução passa por um diálogo inclusivo entre governos, sociedade civil e organizações de direitos humanos, bem como por campanhas de sensibilização que promovam a convivência pacífica. A chamada de Graça Machel chega num momento em que a SADC enfrenta críticas sobre a sua eficácia em lidar com crises regionais, desde conflitos armados até questões de segurança alimentar. Se a comunidade regional responder de forma proativa, poderá não só conter a escalada da violência xenófoba, mas também reforçar o seu papel como garante da estabilidade e da integração no sul da África. Caso contrário, o silêncio poderá ser interpretado como consentimento tácito, alimentando ainda mais o clima de intolerância que tem prejudicado a coesão social na região.
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A ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida activista social, Graça Machel, dirigiu‑se à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) pedindo uma resposta firme ao aumento de incidentes xenófobos que têm afectado cidadãos estrangeiros residentes na África do Sul. Em comunicado público, Machel acusou a organização regional de permanecer em silêncio perante os ataques, argumentando que tal postura compromete a credibilidade e os objetivos fundadores da SADC, que incluem a promoção da paz, segurança e integração entre os países membros. A activista sublinhou que a violência dirigida a imigrantes – principalmente de origem mozambicana, mas também de outras nacionalidades – tem vindo a intensificar‑se nas grandes cidades sul‑africanas, alimentada por discursos de intolerância e por políticas migratórias restritivas. Segundo ela, a falta de declarações oficiais ou de medidas concretas por parte da SADC envia um sinal de impunidade aos perpetradores e deixa as vítimas vulneráveis a abusos. Graça Machel conclamou os líderes da SADC a retomar o compromisso de proteger os direitos humanos de todos os residentes no bloco, independentemente da sua origem, e a instaurar mecanismos de monitorização e intervenção que possam prevenir novos episódios de xenofobia. Ao fazer este apelo, espera‑se que a organização reforce a sua missão de garantir a coesão regional e de defender os princípios de solidariedade e respeito mútuo entre os povos da África Austral.
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A ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida ativista social, Graça Machel, dirigiu‑se à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) pedindo que a organização deixe de permanecer em silêncio diante da onda de ataques xenófobos que tem sido registada na África do Sul contra cidadãos estrangeiros. Em declarações públicas, Machel acusou a SADC de não cumprir os seus objetivos fundadores de promover a paz, a segurança e a integração regional, ao não intervir de forma eficaz nas crises que afetam migrantes de países vizinhos. Nos últimos meses, a África do Sul tem sido palco de episódios violentos dirigidos a migrantes provenientes de Moçambique, Eswatini, Zimbábue e outros países da região. As agressões, que incluem espancamentos, destruição de propriedades e até homicídios, têm gerado temor nas comunidades migrantes e suscitado críticas à capacidade do governo sul‑africano de garantir a segurança de todos os residentes. Graça Machel salientou que a vulnerabilidade desses grupos não pode ser ignorada, pois afeta diretamente a coesão social e o desenvolvimento económico da região sul‑africana, bem como das nações de origem. Ao apelar à SADC, Machel solicita a emissão de uma posição clara e a implementação de medidas concretas, como a criação de mecanismos de monitorização, a promoção de campanhas de sensibilização contra a xenofobia e o reforço de políticas de proteção aos direitos humanos. A ativista sublinhou ainda a necessidade de uma resposta coordenada entre os Estados membros, que deve incluir apoio humanitário aos afetados e sanções para os perpetradores de atos discriminatórios. O apelo de Graça Machel reforça o debate sobre a eficácia da SADC enquanto bloco regional e coloca em evidência a urgência de uma ação coletiva para salvaguardar a dignidade e a segurança dos migrantes na África Austral.
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Seis cidadãos moçambicanos regressaram ao país depois de terem sido vítimas de exploração laboral na República Centro‑Africana (RCA). O retorno ocorreu ao fim de duas semanas de trabalho forçado, em condições que os próprios migrantes descrevem como degradantes e sem a remuneração prometida. A maioria dos que partiram para a RCA foi atraída por um intermediário de origem chinesa, que assegurou vagas de emprego bem remunerado e condições de vida dignas. Ao chegarem ao destino, os trabalhadores foram submetidos a jornadas extenuantes, sem contrato formal e com salários muito abaixo do acordado. O caso já está a ser investigado pelas autoridades de Moçambique, que têm mantido contacto com a embaixada da RCA e com a polícia local para garantir a segurança dos cidadãos ainda retidos. Além dos seis que já conseguiram regressar, ainda há oito moçambicanos presos na RCA à espera de assistência para o seu retorno. O governo de Moçambique, através da Direcção Nacional de Migração e do Ministério dos Assuntos Exteriores, está a coordenar esforços diplomáticos e humanitários para assegurar que todos os cidadãos afetados sejam repatriados com a maior brevidade possível. As autoridades apelam a quem pretenda migrar para o exterior a que recorra a canais oficiais e a desconfiar de promessas de trabalho facilitado que não sejam confirmadas por entidades reconhecidas.
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Mais de trinta cidadãos moçambicanos encontraram‑se a viver ao relento durante quase um mês nas imediações da fronteira de Ressano Garcia, no distrito de Maputo, após terem sido forçados a abandonar as suas casas na África do Sul. Os refugiados, que fugiram de episódios de violência xenófoba registados nas províncias sul‑africanas, chegaram à zona fronteiriça sem documentos, sem recursos financeiros e sem redes de apoio. Muitos perderam o contacto com os familiares, enquanto outros ainda esperam por respostas das autoridades sul‑africanas para poder regressar às áreas de origem. Na ausência de alojamento formal, as pessoas têm dormido em barracas improvisadas ou sob a sombra de árvores, enfrentando condições climáticas adversas e a escassez de água potável e alimentos. A comunidade internacional e organizações não governamentais locais já foram alertadas da situação. O Conselho de Refugiados de Moçambique (CRM) e a Cruz Vermelha Moçambicana iniciaram contactos com as autoridades de Maputo para solicitar apoio logístico e assistência humanitária. Por sua vez, o Ministério da Segurança e da Defesa Nacional afirmou que está a monitorizar a situação e a coordenar com a polícia da fronteira para garantir a segurança dos deslocados, ao mesmo tempo que procura soluções de curto prazo, como a criação de centros de acolhimento temporários. Enquanto isso, representantes da sociedade civil têm pedido ao Governo sul‑africano que investigue e puna os responsáveis pelos ataques xenófobos, bem como que facilite o retorno seguro dos cidadãos moçambicanos que ainda mantêm laços familiares no país vizinho. A situação evidencia a necessidade de mecanismos regionais mais robustos de proteção aos migrantes e de políticas de integração que evitem a repetição de episódios de violência. Em conclusão, a precariedade vivida pelos mais de trinta moçambicanos em Ressano Garcia sublinha a urgência de respostas coordenadas entre Moçambique e África do Sul, bem como o envolvimento de organismos humanitários, para garantir dignidade, segurança e a possibilidade de retorno ou reassentamento adequado desses cidadãos.
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Seis cidadãos moçambicanos regressaram ao país depois de terem sido submetidos a duas‑meses de exploração laboral na República Centro‑Africana (RCA). Segundo informações das autoridades consulares, os retornados foram libertados graças à intervenção da Embaixada de Moçambique em Bangui, que conseguiu garantir o seu repatriamento seguro. Os oito restantes ainda permanecem retidos na RCA, aguardando apoio para regressarem a Moçambique. Os migrantes foram atraídos para a RCA por um cidadão de origem chinesa que lhes prometeu empregos bem remunerados e condições de vida superiores às que encontrariam em casa. Ao chegarem ao país vizinho, foram obrigados a trabalhar em condições degradantes, sem remuneração adequada e sob vigilância constante. As vítimas descrevem jornadas extenuantes, alojamento precário e a impossibilidade de deixar o local de trabalho, configurando um claro caso de tráfico de pessoas. O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique já manifestou preocupação e está a coordenar esforços com as autoridades centrais‑africanas e organizações internacionais para garantir a libertação dos oito cidadãos ainda detidos. Foram iniciadas também investigações sobre o recrutador chinês, que poderá ser responsabilizado pelos crimes de tráfico e exploração laboral. As autoridades moçambicanas reforçaram a necessidade de alertar a população sobre os riscos de aceitar ofertas de emprego no exterior que pareçam demasiado vantajosas, sobretudo quando provenientes de intermediários não verificados. Este episódio sublinha a vulnerabilidade de muitos migrantes moçambicanos que, em busca de melhores oportunidades, acabam por cair nas redes de traficantes. O governo reafirma o seu compromisso de proteger os cidadãos no estrangeiro, melhorar a informação sobre migração segura e intensificar a cooperação internacional para combater o tráfico de seres humanos na região.
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