O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, anunciou nesta segunda‑feira o apoio oficial à candidatura de Macky Sall ao cargo de secretário‑geral das Nações Unidas. A decisão surge três dias após o encontro dos dois líderes na capital senegalesa, Dakar, onde o ex‑presidente Macky Sall, que se lançou à disputa, recebeu a visita do atual chefe de Estado. Durante a reunião, Faye manifestou publicamente que a experiência e o percurso político de Sall são compatíveis com as exigências do mais alto cargo da ONU, reforçando a intenção de Senegal de contribuir para a estabilidade e a cooperação internacional. A declaração foi feita em comunicado oficial do governo senegalês, que destacou a importância de uma liderança africana forte na organização. A posição do Senegal pode influenciar o cenário das candidaturas, já que o país tem historicamente exercido um papel ativo nas negociações multilaterais. O apoio de Faye a Sall coloca a candidatura senegalesa numa trajetória mais favorável, ao mesmo tempo que evidencia a dinâmica política interna, onde o atual presidente procura consolidar alianças estratégicas antes das próximas eleições nacionais. A comunidade internacional acompanha de perto o desenrolar da corrida à secretaria‑geral, que deverá culminar nas próximas semanas.

Fonte: da Redação e da Rfi
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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lançou uma nova investigação que aponta o regime militar de Burkina Faso como responsável por operar uma rede de ciberactivistas, denominada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C). Segundo o relatório, a estrutura estaria a ser utilizada para difundir propaganda oficial, conduzir campanhas de desinformação e exercer pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas ao governo. A pesquisa da ONG revela que a BIR‑C funciona como uma milícia digital coordenada, composta por apoiantes do poder e, possivelmente, por agentes ligados ao Estado. Os ciberativistas teriam acesso a ferramentas avançadas para criar e distribuir conteúdos manipulados nas redes sociais, com o objetivo de moldar a opinião pública e silenciar a cobertura independente. A RSF denuncia ainda que a estratégia inclui ameaças diretas a profissionais da imprensa, que se sentem cada vez mais vulneráveis a retaliações online e offline. Com a divulgação dos achados, a RSF reforça o pedido de investigação internacional e a necessidade de medidas de proteção para os jornalistas que atuam em Burkina Faso. A organização alerta que a utilização de milícias digitais para controlar a narrativa representa uma ameaça à liberdade de imprensa e à democracia, exigindo uma resposta coordenada da comunidade global para salvaguardar a liberdade de expressão no país.

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Introdução O presidente recém‑eleito do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, manifestou oficialmente o apoio do seu país à candidatura de Macky Sall ao cargo de secretário‑geral das Nações Unidas. O anúncio, feito na segunda‑feira, marca uma reviravolta na posição do governo senegalês, ocorrida apenas três dias após um encontro entre os dois líderes em Dacar. Desenvolvimento Durante a reunião, realizada na capital senegalesa, Macky Sall – que governou o país entre 2012 e 2022 – apresentou o seu plano de candidatura, destacando a experiência adquirida ao longo de duas décadas de liderança nacional e regional. Bassirou Diomaye Faye, que assumiu a presidência em 2024, recebeu a proposta e, após breves negociações, declarou publicamente que o Senegal irá apoiar a candidatura de Sall nas próximas eleições da ONU. A mudança de postura do Senegal tem implicações estratégicas. O apoio de um Estado da África Ocidental reforça a agenda de maior representatividade africana nos altos cargos das Nações Unidas, um objetivo que tem sido defendido por vários países do continente. Além disso, a aliança entre o atual presidente e o seu antecessor pode sinalizar uma tentativa de consolidar a estabilidade política interna, mostrando unidade entre as lideranças senegalesas em questões internacionais. Conclusão Ao apoiar Macky Sall, o Senegal posiciona‑se como um ator relevante no processo de escolha do próximo secretário‑geral da ONU, contribuindo para a discussão sobre a renovação da liderança global. A decisão também reflete a dinâmica política interna do Senegal, onde a colaboração entre o governo atual e a antiga administração pode servir de modelo para a cooperação regional na busca por maior influência africana nos organismos multilaterais.

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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lançou uma investigação que aponta o regime militar de Burkina Faso como responsável por operar uma rede de ciberativistas, designada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C). Segundo a ONG, a estrutura funciona como uma "milícia digital" que, sob coordenação de apoiantes do poder e, possivelmente, de altos funcionários governamentais, difunde propaganda oficial, conduz campanhas de desinformação e exerce pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas. A pesquisa da RSF revela que a BIR‑C está organizada de forma hierárquica e utiliza técnicas avançadas de manipulação nas redes sociais para criar narrativas favoráveis ao regime e silenciar opositores. Entre as táticas identificadas, destacam‑se a criação de contas falsas, a amplificação de conteúdos tendenciosos e a disseminação de notícias enganosas que visam confundir o público e deslegitimar o trabalho da imprensa independente. A denúncia da RSF levanta sérias preocupações sobre a liberdade de expressão em Burkina Faso, onde a situação política já é marcada por instabilidade e repressão. A ONG solicita que a comunidade internacional e as autoridades locais investiguem as alegações e adotem medidas para proteger os jornalistas que enfrentam intimidação e ameaças digitais. O caso sublinha a necessidade de vigilância contínua contra o uso de ferramentas digitais como instrumentos de censura e repressão em contextos autoritários.

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O presidente de Senegal, Bassirou Diomaye Faye, declarou oficialmente nesta segunda‑feira o seu apoio à candidatura de Macky Sall para o cargo de secretário‑geral das Nações Unidas. A decisão marca uma reviravolta política, ocorrida apenas três dias após um encontro em Dacar entre o ex‑presidente Macky Sall e o atual chefe de Estado, Bassirou Diomaye Faye. Durante a reunião, realizada em capital senegalesa, os dois dirigentes discutiram a agenda internacional e as prioridades de Senegal no contexto da ONU. O apoio público de Faye indica que o país pretende alinhar‑se à visão de Sall para a liderança da organização, reforçando a presença africana no mais alto nível diplomático. A candidatura de Macky Sall, que já ocupou a presidência de Senegal entre 2012 e 2022, tem sido vista como uma opção de experiência e estabilidade para o órgão das Nações Unidas. O endosso senegalês pode influenciar outros Estados membros da região Ocidental, que ainda não definiram claramente seus candidatos. O futuro da corrida à secretaria‑geral da ONU, portanto, ganha um novo elemento de peso com a adesão oficial de Senegal ao pleito de Macky Sall.

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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou publicamente o regime militar de Burkina Faso por recorrer a uma estrutura organizada de ciberativistas, descrita como "milícia digital", para difundir propaganda oficial, conduzir campanhas de desinformação e exercer pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas. Na investigação recentemente publicada, a ONG aponta que a chamada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C) funciona como um órgão coordenado, composto por apoiantes do poder e, segundo a RSF, por funcionários governamentais que orquestram as ações online. Segundo o relatório da RSF, a BIR‑C utiliza perfis falsos nas redes sociais, sites de notícias satélites e outras plataformas digitais para espalhar narrativas favoráveis ao regime e desacreditar reportagens independentes. O grupo também teria criado campanhas de desinformação que visam confundir o público sobre a situação de segurança e os acontecimentos políticos no país. Além disso, a organização alega que jornalistas que cobrem protestos, denúncias de abusos ou que questionam as decisões das autoridades militares são alvo de ameaças digitais, incluindo doxxing, difamação e tentativas de silenciamento. A presença de uma "milícia digital" levanta sérias preocupações sobre o futuro da liberdade de imprensa em Burkina Faso, onde a transição para um governo civil ainda é incerta. A RSF pede que a comunidade internacional acompanhe de perto estas práticas e exija transparência e responsabilização das autoridades burkinabes. Em último termo, a ONG reforça a necessidade de proteger os profissionais da comunicação, garantindo que possam exercer o seu trabalho sem medo de represálias virtuais ou físicas.

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O presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, oficializou nesta segunda‑feira o apoio à candidatura de Macky Sall ao cargo de secretário‑geral das Nações Unidas. O anúncio surge três dias depois de um encontro em Dakar entre o atual chefe de Estado e o ex‑presidente, ocasião em que foram discutidos os planos de Sall para a liderança da organização internacional. A decisão de Faye representa uma reviravolta na política externa de Senegal, que até então mantinha uma posição neutra em relação às candidaturas ao mais alto posto da ONU. Ao endossar o ex‑mandatário, o presidente sinaliza confiança na experiência diplomática de Sall, que já ocupou cargos de destaque no Conselho de Segurança e na Assembleia Geral das Nações Unidas. Analistas regionais apontam que o apoio senegalês pode reforçar as chances de Sall, sobretudo perante outros países da África Ocidental que ainda não declararam apoio definitivo. Com a votação para o secretário‑geral prevista para o final do ano, a declaração de Faye adiciona um novo elemento ao cenário eleitoral, potencialmente influenciando alianças e negociações entre os Estados membros. Para Senegal, o respaldo a um candidato nacional pode traduzir‑se em maior visibilidade no panorama internacional, caso Sall seja eleito, reforçando o papel do país nas discussões globais sobre desenvolvimento, paz e segurança.

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