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Investidores estrangeiros contestam regime cambial

A revelação é de Alex Thomson-Payan, fundador do Thomas Group International (TGI)

Angola
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Vários fundos de investimentos estrangeiro, com um potencial de milhares de milhões de investimentos que seriam alocados a Angola desistiram das suas pretensões depois de “semanas e semanas” a tentarem conseguir visto sem sucesso.

 

A revelação é de Alex Thomson-Payan, fundador do Thomas Group International (TGI), uma holding com carteira de investimentos em sectores de petróleo, mineração, serviços financeiros, telecomunicações e outros. A TGI ajuda também empresas estrangeiras a estabelecerem-se em Angola.

“Nós estávamos para receber fundos de investimentos de biliões e biliões de dólares para África, e os investidores estavam interessados em Angola”, revela Thomson-Payan. Mas os proponentes desistiram “por não terem conseguido vistos”. A experiência de vida por vários países e locais como os Estados Unidos, Dubai e outros ensinaram-lhe que, quando se pretende atrair investimentos não deve haver razões que criem dificuldades.

“Neste momento, devíamos abrir todas as portas ao mundo, quem quer investir, venha, invista, ajude-nos a desenvolver o país”, insiste Thomson.

Há 10 anos no país, Thompson fixou residência em Luanda e a sua paixão por Angola é visível. Diz “nosso” quando se refere ao governo e “nós” quando se refere aos angolanos.

Fundou o seu TGI, atraído pelo “enorme potencial” de Angola. Fez bem as contas, Angola, uma nação com um Produto Interno Bruto maior que o do Mali, Namibia, Moçambique e Gana, Chade, Guine Equatorial e Congo-Brazzaville, em conjunto, é um país que não podia ser ignorado.

Mas muitas coisas aconteceram desde então, uma economia que não se diversifica, o regime cambial das petrolíferas de 2012 e a queda abrupta dos preços do crude.

O novo regime cambial essencialmente proíbe as empresas petrolíferas de pagarem em dólares os salários e aos seus fornecedores locais e requer que estas vendam as divisas exclusivamente ao BNA, em vez de aos bancos comerciais. A medida contraiu o mercado de divisas em 43%, segundo dados do BFA.

“Foi uma boa teoria, de princípio, porque o Governo pretendia incentivar o mercado local, fazendo com que o kwanza tivesse mais valor. Queria contratar mais as empresas locais e diversificar a economia, porque na verdade é aí onde queremos ir e temos de ir”, reconhece Thomson.

Mas, com a crise, o tom da contestação à lei tem subido incessantemente, desde os bancos, a Câmara de Comércio Estados Unidos Angola (USACC) às empresas prestadoras de serviços petrolífero. Todos defendem o regresso ao “antes-2012”.

“Infelizmente surgiu a crise. Neste momento, há muito efeito negativo que essa lei está causar numa altura em que o país precisa de ter essa indústria o mais eficiente possível”, argumenta o fundador da TGI. E acrescenta: “Está a constranger-se o único sector que gera divisas”.

Para as empresas, não há nada mais constrangedor do que não ter divisas para aguentar o negocio. Empresas há que estão a encerrar portas, “fartas de receber em Kwanza sempre a desvalorizar.”

 

 "VALE A PENA MUDAR"

 

O regime cambial de 2012 que integrava o plano de ‘desdolarização’ da economia, lançado pelo antigo governador do BNA, José de Lima Massano, tem-se repercutido negativamente além fronteiras, no caso, nas empresas que mostram interesse em investir em Angola.

Com a crise nos petroleiros, vários investidores querem diversificar suas carteiras e buscam oportunidades em novos mercados, tais como Angola. “No entanto, nas suas pesquisas, esses potenciais investidores só recebem notícias negativas sonbre o país”, alerta a TGI. “Ouvem coisas como ‘não vale a pena, vai receber em kwanzas’ ou ainda ‘não se consegue tirar o dinheiro, a moeda vai desvalorizar’ e assim as os potenciais investidores preferem esperar”, comenta. “Se conseguirmos que se troque essa legislação, acho que o nível de investimento vai ser incrível”, rematou Thomson, que acredita que, de outro modo, com os preços de arrendamento de escritórios e apartamentos caídos a 50%, seria boa altura para investir.

A TGI tem investimentos a longo prazo, entre 10 e 20 anos, e acredita que, passando a turbulência actual, “dias melhores virão para os negócios e para o país”.

 

 

 

Fornecido por:Angonoticias 2016 ( Stop.co.mz )

 

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