Papa pede a europeus que não se assustem com grande fluxo de imigrantes no continente

Francisco comparou situação atual a dos europeus no pós-guerra

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O papa Francisco pediu, nesta sexta-feira, para que os europeus não se assustem com a chegada dos fluxos migratórios em seus países e que recebam de braços abertos os imigrantes, da mesma forma que seus antepassados foram recebidos em outras

nações após a Segunda Guerra Mundial.

O Pontífice voltou a falar sobre imigração e acolhimento de refugiados em entrevista à "Libertà Civili" ("Liberdade Civil", em tradução literal), revista bimestral do Ministério do Interior da Itália dedicada ao tema e que foi reproduzida em inglês na publicação jesuíta norte-americana "America Magazine".

Na ocasião, o líder da Igreja Católica relembrou que, durante e após a 2ª Guerra Mundial muitos europeus também tiveram que emigrar, deixando seus países e indo para as Américas.

"Penso que os países europeus, como tantos países que tiveram a experiência em sua própria pele tanto da imigração quanto da emigração, devem olhar para o seu passado", disse o papa.

"Que difícil foi no pós-guerra para milhões de europeus, que partiram muitas vezes com toda a sua família e atravessaram o Oceano Atlântico, para desembarcar na América do Sul ou nos Estados Unidos! Não foi uma experiência fácil para eles", ressaltou Jorge Mario Bergoglio, argentino neto de imigrantes.

"Eles sofreram o peso de serem considerados estrangeiros, que chegaram de longe e que não tinham conhecimento da língua local. Não foi um processo de integração fácil, mas terminou em êxito", ressaltou Francisco, destacando que "é importante ser consciente da contribuição dos imigrantes no país de chegada".

"Os europeus contribuíram muito com o crescimento das sociedades além-mar. A história é a mesma. O intercâmbio de culturas e conhecimentos é uma riqueza e, com tal, deve ser valorizada", afirmou o pontífice.

Por fim, o papa concluiu que apenas quando as pessoas começarem a "considerar o imigrante como um enriquecimento para a sociedade" é que elas serão capazes de "praticar o verdadeiro acolhimento". 

 

 

 

 

Fonte:Do Estado Conteúdo

Reditado para:Noticias do Stop 2017

Fotografias:Getty Images/Reuters/EFE/AFP