Coca-Cola é alvo de críticas por mapa errado sobre Crimeia

Coca-cola: a empresa foi criticada após divulgar um mapa russo sem incluir a Crimeia, península cedida à Ucrânia e reanexada por Moscou em 2014

Negocio
Typography
  • TPL_TYPO_TOOL_SMALLER TPL_TYPO_TOOL_SMALL TPL_TYPO_TOOL_MEDIUM TPL_TYPO_TOOL_BIG TPL_TYPO_TOOL_BIGGER
  • TPL_TYPO_TOOL_DEFAULT TPL_TYPO_TOOL_HELVERICA TPL_TYPO_TOOL_SEGOE TPL_TYPO_TOOL_GEORGIA TPL_TYPO_TOOL_TIMES

O gigante norte-americano de bebidas gasosas Coca-Cola foi alvo de duras críticas nesta terça-feira na Rússia e na Ucrânia após divulgar um mapa russo sem incluir a Crimeia, península cedida à Ucrânia e reanexada por Moscou em 2014.

O erro foi corrigido logo depois.

Este grupo empresarial havia publicado uma primeira versão do mapa excluindo a Crimeia em uma mensagem de Ano Novo na a rede social russa VK, mais popular no país do que o Facebook.

No entanto, na terça-feira após a crítica generalizada na Rússia, a Coca-Cola mudou o mapa adicionando a Crimeia e as ilhas Curilas reivindicadas pelo Japão após a sua anexação por Moscou no final da II Guerra Mundial, e Kaliningrado, um enclave russo localizado entre a Polônia e a Lituânia. A empresa também se desculpou no VK.

Mas a raiva se espalhou entre os internautas na Ucrânia, a tal ponto que muitos pediram um boicote à Coca-Cola, que acabou apagando a mensagem de Ano Novo.

"Queridos amigos, obrigada! Obrigada por sua atenção. A publicação foi apagada após tanta indignação", afirmou a filial ucraniana do grupo no Facebook.

As relações entre Kiev e Moscou vivem seu pior momento após a onda pró-Europa na praça do Maidán na capital ucraniana, reprimida a sangre e fogo, provocando a queda do presidente pró-russo Viktor Ianukovich em fevereiro de 2014.

Em março do mesmo ano, a crise entre os dois países piorou após o re-anexação da Crimeia pela Rússia, bem como o conflito armado no estado separatista pró-russo, que causou mais de 9.000 mortes desde abril 2014.

 

Fornecido por: AFP/Arquivos, da AFP.( STOP)