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UNITA expulsa militantes que se opuseram a congresso

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Porta-voz da UNITA confirma autenticidade do documento que circula na Internet, que anuncia a expulsão de oito militantes por alegada violação dos estatutos do partido. Visados dizem que ainda não foram notificados.
Os oito militantes da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) foram expulsos depois de se oporem à realização do XIII Congresso Ordinário do partido, no início de dezembro.


Segundo um documento que circula nas redes sociais, a decisão de expulsar os militantes foi tomada a 4 de dezembro de 2021, data em que Adalberto Costa Júnior foi eleito presidente da UNITA. Dias antes da sua eleição, o líder da UNITA garantira que os militantes que violaram a disciplina partidária seriam "postos na linha".

Contactado pela DW, o porta-voz do maior partido da oposição, Marchal Dachala, confirma a veracidade do documento a circular na Internet.
Mas Manuela dos Prazeres, do grupo de militantes expulsos, diz que ainda não foi notificada da decisão.
"Não tenho o documento completo comigo. Também tomei conhecimento nas redes sociais. Não estou em condições de falar e, na devida altura, vou pronunciar-me", afirmou a candidata derrotada na corrida à presidência da Liga da Mulher Angolana, o braço feminino do partido.
"Devemos reunir-nos"
Num outro processo, também relacionado com o pedido de impugnação, o conselho nacional de jurisdição da UNITA suspendeu por dois anos o deputado e candidato à presidência do partido no congresso de 2019, José Pedro Kachiungo, além do militante Altino Jamba Kapango e o deputado e ex-secretário dos "maninhos" em Luanda, José Eduardo.
"Penso que devemos reunir os companheiros, tanto os suspensos como os expulsos, para termos uma ideia sincronizada e depois reagirmos", disse Eduardo, que também tomou conhecimento do caso através das redes sociais.
"Adalberto vai ter sempre oposição"
Em declarações à DW, o politólogo Agostinho Sikato considera a expulsão um processo normal no âmbito de um processo disciplinar partidário: "Se os estatutos assim mandam e o partido assim decidir..."

Ainda assim, apela ao "bom senso" do partido para que haja "harmonia entre os que ficaram e aqueles também que puderem sair".
Sikato lembra que o líder Adalberto Costa Júnior "vai ter sempre oposição a nível interno". Por isso, o melhor seria dialogar: "Seria bom que também permitisse oposição, porque a estrutura da UNITA só se pode dirigir melhor se houver oposição que confronta diretamente o presidente, que diz não quando é possível dizer não".
Segundo o analista, Costa Júnior precisa de ter cuidado com os "bajuladores", pois quem antes "bajulou Isaías Samakuva" acabou depois por contribuir para o seu afastamento da liderança do "Galo Negro".
"Quando Samakuva ficou sem poder, abandonaram-no e juntaram-se a Adalberto, mas quando Adalberto deixar de ter poder também o vão abandonar para se aliar ao novo presidente. É o mesmo que vimos com o MPLA: ontem era José Eduardo dos Santos, agora é João Lourenço. José Eduardo Santos já não serve. Esses bajuladores são perigosos para as organizações políticas", conclui Sikato.


Fonte:da Redação e da dw
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
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