A arquitetura soviética na Ásia Central, que se desenvolveu ao longo de mais de cinco décadas, carrega marcas profundas das tradições orientais que coexistiam com a ideologia comunista. O artigo da ArchDaily, intitulado “As influências orientais que moldaram a arquitetura soviética na Ásia Central”, revela como elementos persas, islâmicos e tibetanos foram incorporados nos projetos de cidades como Almaty (Cazaquistão), Tashkent (Uzbequistão), Bishkek (Quirguistão) e Ashgabat (Turquemenistão). A presença de cúpulas em forma de bulbo, mosaicos geométricos e pátios internos – típicos da arquitetura islâmica – foi deliberadamente combinada com o funcionalismo e o realismo socialista promovidos por Moscovo. Em Tashkent, por exemplo, o “Palácio da Cultura” apresenta colunas coríntias revestidas por azulejos de cerâmica que remetem ao estilo timúrida, enquanto o uso de mármore branco em Ashgabat reflete a tradição persa de monumentos monumentais. Essas escolhas não foram meramente estéticas. Elas serviram a objetivos políticos: reforçar a identidade local e, ao mesmo tempo, integrar a região ao projeto de modernização soviético, facilitando a mobilidade de recursos naturais – sobretudo petróleo, gás e minerais – que atravessam as rotas comerciais da antiga Rota da Seda. A construção de grandes centros administrativos e industriais nas capitais centrais estimulou o crescimento económico, mas também gerou tensões entre a preservação do património cultural e a imposição de um estilo arquitetónico uniforme. Nos últimos anos, a herança soviética tem sido reavaliada pelos governos da região. Em projetos de renovação urbana, há um esforço crescente para restaurar fachadas originais, valorizando os detalhes orientais que conferem singularidade às cidades. Essa abordagem procura atrair investimento estrangeiro e turismo cultural, ao mesmo tempo que reforça o sentimento de pertença dos habitantes a uma história que combina influências orientais e soviéticas. A análise da ArchDaily demonstra que a arquitetura da Ásia Central ainda hoje reflete a complexa intersecção entre poder, cultura e recursos. As influências orientais não foram apenas decorativas; foram instrumentos de legitimação política e de integração económica num território estratégico para a energia e o comércio transcontinental. Convidamos os leitores a deixar o seu comentário sobre como estas influências continuam a moldar as cidades da região e a registar‑se no Portal STOP para receber mais análises aprofundadas sobre a geopolítica e a economia da Ásia Central.
Fonte: da Redação e Agências de Negocios Reeditado para: Noticias do Stop 2026 Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS Material Informático - www.aplicloja.com Receba diariamente no Grupo STOPMZNWS poderá ler QRCOD Link do Grupo WhatsApp - https://chat.whatsapp.com/JUiYE4NxtOz6QUmPDBcBCF Qual Duvida pode enviar +258 827606348 ou E-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.3e0933a5d7