Ásia Central reforça setor elétrico e enfrenta teste de investimento - Euronews.com

Asia Setentrional e Central
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A região da Ásia Central tem intensificado os esforços para modernizar o seu sector elétrico, num momento em que a procura de energia cresce rapidamente devido ao desenvolvimento de infra‑estruturas de transportes, à expansão das indústrias extrativas e ao aumento da procura doméstica. Países como Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Tajiquistão e Turcomenistão têm investido em projetos de expansão da rede de transmissão, na construção de novas centrais termoelétricas e na integração de fontes renováveis, nomeadamente energia solar e eólica, nos seus sistemas. Os governos da região têm também procurado melhorar a interligação transfronteiriça das redes elétricas, com o objectivo de criar um mercado energético regional mais resiliente e de reduzir a dependência de fornecedores externos. O acordo de cooperação energética assinado entre Cazaquistão e Uzbequistão, por exemplo, prevê a construção de linhas de alta tensão que permitirão a troca de excedentes de energia durante períodos de pico de produção renovável. Paralelamente, a Iniciativa de Corrente de Energia da Ásia Central, impulsionada pelo Banco Asiático de Desenvolvimento, destina cerca de US$ 2 mil milhões a projetos de modernização de infra‑estruturas elétricas, incluindo a substituição de equipamentos obsoletos e a implementação de sistemas de gestão inteligente da rede. Entretanto, o sector enfrenta um teste crítico de investimento. Embora o interesse de investidores chineses e de fundos internacionais tenha aumentado, a instabilidade regulatória, a falta de transparência nos processos de licenciamento e a necessidade de reformas legislativas que garantam a segurança jurídica dos contratos permanecem como obstáculos significativos. O Banco Mundial alerta que, sem a implementação de reformas estruturais, a região poderá perder oportunidades de financiamento e ficar atrás de outras áreas da Ásia que já avançaram na transição energética. Além dos benefícios económicos, a modernização do sector elétrico tem implicações geopolíticas importantes. Uma rede energética mais integrada pode reforçar a posição da Ásia Central como corredor de energia entre a Europa e a Ásia, facilitando o comércio de eletricidade e a exportação de gás natural liquefeito. Ao mesmo tempo, a maior autonomia energética pode reduzir a influência de potências externas que historicamente controlam os fluxos de energia na região. Em suma, a Ásia Central está a dar passos decisivos para reforçar o seu sector elétrico, mas o sucesso dependerá da capacidade dos governos de criar um ambiente de investimento estável e transparente. Convidamos os leitores a deixar o seu comentário sobre este tema e a registar‑se no Portal STOP para acompanhar mais análises aprofundadas sobre a dinâmica económica e geopolítica da região.

Fonte: da Redação e Agências de Negocios
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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