A capital do Cazaquistão, Nur‑Sultan (antiga Astana), reconhecida como a segunda capital mais fria do mundo, está a enfrentar um fenómeno climático sem precedentes: temperaturas recordes de calor que ultrapassam os 35 °C. Segundo dados da agência meteorológica nacional, o pico de calor registado nas últimas semanas superou todas as máximas históricas para o mês de junho, colocando a cidade numa situação de vulnerabilidade inédita. Este aumento abrupto da temperatura tem implicações directas no tecido socioeconómico da região. As infra‑estruturas urbanas, concebidas para suportar invernos rigorosos, não foram dimensionadas para suportar ondas de calor prolongadas. O consumo de energia elétrica, sobretudo para arrefecimento, disparou, pressionando a rede nacional e expondo lacunas no fornecimento de energia renovável. As autoridades locais alertaram para o risco de apagões, sobretudo nas zonas industriais onde a produção depende de um fornecimento eléctrico estável. O sector agrícola, que representa uma parte significativa da economia cazaque, também sente os efeitos do calor extremo. As áreas peri‑urbanas que abastecem a capital com produtos frescos têm visto a redução da produtividade das culturas de inverno, como o trigo e a cevada, devido ao stress hídrico. Os produtores têm recorrido a sistemas de irrigação suplementar, elevando os custos operacionais e a procura por água, recurso já escasso na bacia do rio Ishim. Do ponto de vista geopolítico, o fenómeno sublinha a necessidade de uma cooperação regional mais estreita no âmbito da Estratégia de Segurança Energética da Eurásia. O Cazaquistão, membro da União Económica da Eurásia (UEE), tem vindo a diversificar as suas fontes energéticas, mas a pressão crescente sobre a rede eléctrica pode acelerar investimentos em energia solar e eólica, áreas nas quais o país possui potencial significativo. Além disso, a situação reforça a importância dos acordos de partilha de recursos hídricos entre os Estados da Ásia Central, uma vez que a escassez de água pode tornar‑se um ponto de tensão. Especialistas em clima alertam que este episódio não deve ser encarado como um evento isolado, mas como parte de uma tendência de aumento da frequência e intensidade de ondas de calor na região, impulsionada pelas alterações climáticas globais. A resposta institucional inclui a implementação de planos de mitigação urbana, como a ampliação de áreas verdes, a modernização de sistemas de arrefecimento público e a promoção de construções com isolamento térmico adequado. Em suma, o calor recorde em Nur‑Sultan revela vulnerabilidades estruturais e económicas que exigem ação coordenada entre governos, sector privado e sociedade civil, tanto a nível nacional como regional. A adaptação ao novo clima será decisiva para garantir a resiliência da capital e a estabilidade dos sectores produtivos que sustentam a economia do Cazaquistão. Convidamos os leitores a deixar o seu comentário e a registar‑se no Portal STOP para acompanhar mais notícias e análises aprofundadas sobre a geopolítica e a economia das regiões da Ásia Central, Setentrional e Sudeste Asiático.
Fonte: da Redação e Agências de Negocios Reeditado para: Noticias do Stop 2026 Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS Material Informático - www.aplicloja.com Receba diariamente no Grupo STOPMZNWS poderá ler QRCOD Link do Grupo WhatsApp - https://chat.whatsapp.com/JUiYE4NxtOz6QUmPDBcBCF Qual Duvida pode enviar +258 827606348 ou E-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.fef18c252c