UNAC CONTRA INTRODUÇÃO DE SEMENTES MODIFICADAS

A União Nacional dos Camponeses, UNAC, é contra a introdução de sementes geneticamente modificadas, largamente defendida por alguns países da região austral de África

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região na área da agricultura.

Luís Muchanga, director executivo da UNAC, sustenta que a acontecer, a adesão será uma forma de votar os camponeses à dependência total em relação às multinacionais provedoras de insumos agrícolas, como pesticidas, adubos, insecticidas e pesticidas, para além da própria semente.

“É uma semente que quando lançada à terra exige muitos gastos financeiros para o seu desenvolvimento. O que é colhido na produção já não pode ser conservado para a sementeira seguinte, como acontece com as sementes tradicionais, pois perde o valor germinativo”, disse.

A médio e longo prazos a utilização de sementes geneticamente manipulados será uma forma de expulsar os camponeses da área rural, o que culminará com a expropriação de terras a favor das multinacionais que têm interesse no país.

A fonte do “Notícias” assim como os diferentes intervenientes na Conferência Internacional sobre a Terra e Semente, considera que o reassentamento não passa de uma forma de humilhar os camponeses que muitas vezes são votados a condições pouco dignas nas novas zonas de residência, regra geral distantes de tudo, incluindo serviços básicos.

Para fazer face ao risco da introdução de sementes geneticamente manipulados Muchanga disse que a aposta é a criação de bancos comunitários, onde poderão depositar as sementes em risco de desaparecer. A experiência ocorre em Marracuene, em Maputo e  foi expandida para  Guruè, na Zambézia.

Moçambique era um dos países que até 2013 resistia à adesão aos produtos geneticamente modificados na área da agricultura, mas de lá a esta parte houve uma revisão regulamentar para que os possa aceitar. “Essa é a pressão da região na harmonização das sementes”, disse.

Participaram na conferência membros da UNAC, representando todas as províncias do país, estudantes universitários, políticos, sociedade civil, académicos, membros do Governo, representantes do Corpo Diplomático e de alguns países, como Brasil e Cuba, que  partilharam  a sua experiência com Moçambique. 

 

 

 

 

 

Fonte:RM

Reditado para:Noticias Stop 2016

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