
singulares.
O Chefe do Estado moçambicano falava, esta sexta-feira em Maputo, na abertura do XVII Conselho coordenador nacional, um evento de três dias, que decorre na Matola, província de Maputo.
Para o efeito, segundo Nyusi, as FADM devem ser capazes de estudar todos os cenários que caracterizam os diferentes momentos, tendo em conta o tipo de ameaça.
“Moçambique, hoje, como Estado e Nação, deve possuir forças armadas capazes de actuar em cada momento, em cada situação, com clareza e de acordo com o tipo de ameaça e com a natureza dos seus actores. Essas ameaças são capazes de gerir grandes crises e impor situações de insegurança para a nossa nação. Nós não queremos ser uma nação que não tem sentido de insistir, e para ter sentido, somos nós e as Forças de Defesa e Segurança, são o volante desta batalha” frisou Filipe Nyusi.
O encontro, que decorre sob o lema “Sector da Defesa Aprimorando as Estratégias de Consolidação da Paz, Segurança e Integridade Territorial”, também propõe-se a analisar as actividades realizadas no período compreendido entre a realização do XVI e XVII Conselhos Coordenadores e perspectivar as acções para o próximo ano.
O Comandante-Chefe das FADM apontou que as Forças Armadas devem estar também preparadas para fazer face a violação dos direitos humanos, tráfico, surgimento de novas pandemias, insuficiência de alimentos, escassez de energia, problemas ecológicos, entre outros.
“Temos que reflectir sobre a situação de segurança tendo em conta a realidade interna e internacional. A pacificação do país, o controlo efectivo de todo o espaço aéreo, marítimo e territorial são tarefas do exército”, disse Nyusi.
Destacou que nos últimos tempos há registo de avanços consideráveis em várias áreas do ramo militar, apesar da conjuntura atípica que Moçambique enfrenta, tendo apontado a formação de pessoal, reabilitação de infra-estruturas, assistência médica e medicamentosa.
Apesar destes avanços, segundo Nyusi, ainda persiste a necessidade de incutir no militar o sentido de pertença á Pátria.
“Este encontro surge num momento político, social e económico desafiador. Temos que continuar comprometidos com o resgate da paz através de um diálogo franco, aberto e incondicional com base em práticas inclusivas”, realçou Filipe Nyusi.
Na ocasião, o Comandante-Chefe destacou que as FADM e o Serviço Cívico devem tornar-se áreas modelo no cumprimento das missões, apontando como exemplo a missão agrária militar para a produção de alimentos.
Fonte:RM
Reditado para:Noticias Stop 2016
