
Setina Titosse e outros 26 suspeitos do caso, são acusados de terem defraudado o Estado em cerca de 170 milhões de Meticais, através de projectos fictícios submetidos e financiados pelo FDA e outros esquemas que permitiram a retirada dos valores em causa. O grupo é acusado de peculato e tráfico de influências.
Segundo escreve esta terça-feira o “Mediafax”, depois de em comunicados anteriores, o Gabinete Central de Combate à Corrupção ter confirmado a detenção de Titossse e outros acusados, na tarde de segunda-feira, a mesma instituição confirmou a dedução da acusação por ter apurado, durante o processo investigativo, instrução preparatória, indícios suficientes de prática de crime.
Inicialmente, tinham sido constituídos arguidos, um total de 39 suspeitos, dos quais 12 servidores públicos, 21 trabalhadores do sector privado e os restantes seis eram trabalhadores por conta própria.
“Finda a instrução preparatória, de acordo com as provas recolhidas, o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) deduziu acusação contra 27 arguidos, dos quais oito em prisão preventiva, pela prática de crimes de corrupção, abuso de cargo, pagamento de remunerações indevidas, branqueamento de capitais, burla por defraudação e associação para delinquir” – refere o comunicado da Anti- Corrupção, citado pelo jornal.
Ainda no contexto do processo e como resultado das investigações realizadas pelo GCCC foram apreendidos bens, por haver suspeitas fortes de terem sido adquiridos com fundos de proveniência criminosa, nomeadamente 10 imóveis sendo dois localizados numa das praias na Província meridional de Gaza e oito na Cidade e Província de Maputo, sete viaturas, gado bovino, bem como valores monetários depositados nalguns bancos da Cidade de Maputo.
O processo foi acusado e remetido ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo no dia 31 de Outubro para competentes trâmites legais.
Fonte:RM
Reditado para:Noticias Stop 2016
