
“Tentativas de saque em vários lugares do país. Situação agravada por falta de dinheiro. Novas notas não aparecem”, escreveu o presidente do parlamento venezuelano, o opositor Henry Ramos Allup.
O prefeito do município Sifontes, no estado Bolívar, Carlos Chancellor, compartilhou fotos no Twitter que mostravam dezenas de pessoas nos arredores de bancos públicos e disse que várias ruas estavam fechadas, por ameaças de saques e “fortes protestos” nessa região.
O governador de Miranda e duas vezes candidato presidencial, Henrique Capriles, por sua vez, afirmou que os cidadãos exigem uma prorrogação “para poder passar por esta transição dos bilhetes”.
A aliança opositora Mesa da Unidade Democrática divulgou no Twitter reportes de protestos em Anzoátegui, Monagas, Zulia e Trujillo; e garantiu que todas estas manifestações respondiam à escassez de dinheiro em espécie.
Ontem, o Banco Central da Venezuela (BCV) tirou de circulação as notas de 100 bolívares, a maior em circulação, e o deixou sem poder de compra nem legalidade, razão que levou milhares de venezuelanos a fazer fila durante os três dias destinados para depositar estas notas.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que as pessoas terão cinco dias para fazer, nos caixas do BCV, a declaração e depósito das notas que ainda não foram entregues.
Além disso, o governo tinha anunciado que no dia 15 começaria a circular uma nova família de bilhetes mais adaptada à inflação, que fechou 2015 em 180,9%.
Fonte:EFE
Reditado para:Noticias Stop 2016
Fotografias:Getty Images / Reuters /EFE /AFP
