
em torno de 5,5 por cento.
A inflação situa-se, actualmente, em cerca 27 por cento, sendo que as previsões do Banco Central apontam para uma tendência decrescente, que prosseguirá até 2017, mercê das medidas de políticas monetárias ditadas pela instituição.
Tais medidas permitiram ao Banco de Moçambique constituir reservas internacionais, com um saldo incrementado para cerca de 1,760 milhões de dólares norte-americanos, suficientes, segundo a instituição, para cobrir 3,5 meses de importação de bens e serviços não factoriais, excluindo os grandes projectos.
Este incremento é resultante, particularmente, da tendência para a venda de divisas ao Banco de Moçambique por iniciativa dos bancos comerciais, o que totalizou cerca de 174 milhões de dólares.
Esta informação foi avançada esta seginda-feira, em Maputo, pelo governador do banco de Moçambique, Rogério Zandamela, no encerramento do ano económico 2016.
Entre outros indicadores da melhoria macroeconómica do país em 2017, Zandamela apontou os desenvolvimentos económicos reportados no último trimestre deste ano, que indicam uma melhoria, abrindo, assim, perspectivas mais optimistas para 2017, não obstante os elevados riscos da conjuntura doméstica e internacional.
No entanto, Zandamela considerou que, além do reforço da coordenação de políticas monetária e fiscal, julga-se pertinente continuar a trabalhar afincadamente para resgatar a reputação e a credibilidade do país e das suas instituições, nos planos internacional e doméstico.
Zandamela apontou como um dos principais desafios para 2017 o restabelecimento da paz e a livre circulação de pessoas e bens por todo o território nacional, para permitir que a actividade económica tenha lugar dentro da normalidade e que o “elevado potencial” que o país possui na agricultura, turismo, energia, pescas, entre outras áreas, seja devidamente aproveitado.
Fonte:RM
Reditado para:Noticias do Stop 2016
