
Segundo fontes ouvidas pelo jornal catalão Mundo Deportivo, o Barça pretende seguir atuando nessas competições como membro da Federação Catalã de Futebol (FCF). E esta, por sua vez, continuará filiada à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).
Ainda de acordo com o site espanhol, a diretoria do Barça ainda estuda um comunicado oficial sobre a declaração desta terça.
A partir da temporada 2018-19, porém, a situação pode mudar, dependendo do desenrolar das negociações entre Catalunha e Madri. Em seu discurso, Puigdemont decidiu suspender a declaração de independência por algumas semanas, com o intuito de iniciar um diálogo com a capital espanhola.
Por trás da posição mais comedida do Barça pode haver uma razão financeira. Se o principal clube da região deixar o Espanhol e a Copa do Rei, estima-se uma queda de até 40% nos valores dos direitos televisivos, perda que não agradaria nem os demais clubes da Liga. No caso do futebol, três dos 20 times são catalães: Girona, Espanyol e o Barça.
A questão, porém, é mais complexa do que pode parecer em um primeiro momento. Muito porque envolve não apenas o Barcelona ou o futebol, mas todo o esporte espanhol e catalão.
Muitas perguntas, poucas respostas
Para seguir jogando o Campeonato Espanhol, os clubes catalães dependem também da decisão da FCF seguir ligada à RFEF. No entanto, a Lei do Esporte espanhola, a princípio, pode impedir a manobra. Isso sem falar na possível oposição das lideranças políticas catalães.
Caso a FCF de fato deixar o poder central do futebol espanhol, o cenário possível seria a criação de um Campeonato Catalão, e a Uefa provavelmente teria que atribuir um coeficiente para esta nova liga, o que influenciaria a distribuição de vagas para a Liga dos Campeões. Caso isso aconteça, o Barça, por exemplo, teria que provavelmente disputar as primeiras fases da Champions, contra times de países com pouca ou nenhuma expressão no cenário da bola. E sem o Barça, é possível imaginar que o número de vagas para a Espanha na principal competição interclubes do mundo diminuiria com o tempo.
Uma outra questão a ser decidida é a formação de uma seleção da Catalunha, e quem poderia defendê-la.
Portanto, se pelo lado político a independência catalã ainda parece distante de uma solução simples, o mesmo vale para o esporte.
Fonte:da Redação e Por Estadão Conteúdo
Reditado para:Noticias do Stop 2017
Fotografias:Getty Images/Reuters/EFE/AFP/Estadão
