Mais de 30 moçambicanos vivem ao relento na fronteira com a África do Sul

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Mais de trinta cidadãos moçambicanos encontram‑se há quase um mês a viver ao relento nas imediações da fronteira de Ressano Garcia, no distrito de Maputo, após terem sido forçados a fugir da África do Sul devido a episódios de violência xenófoba. As pessoas, que ainda não conseguiram retomar as suas rotinas nas áreas de origem, vivem em abrigos improvisados, sem água potável, energia elétrica ou acesso a serviços de saúde básicos. Os relatos indicam que a maioria dos deslocados escapou de ataques dirigidos a migrantes nas cidades sul‑africanas, onde manifestantes, por vezes armados, acusam os estrangeiros de ocupar empregos e de contribuir para a escassez de recursos. Em alguns casos, os moçambicanos perderam contacto com os familiares que ainda permanecem no país vizinho, o que dificulta ainda mais a sua reintegração. Sem recursos financeiros e sem apoio institucional imediato, recorrem a ajuda humanitária limitada fornecida por organizações não governamentais e por alguns voluntários locais. As autoridades de Moçambique, através da Direção Nacional de Migrações e da Polícia da República de Moçambique, monitorizam a situação e têm mantido contactos com as autoridades sul‑afrikanas para assegurar a segurança dos cidadãos em trânsito. Contudo, a falta de um plano de assistência estruturado deixa muitos dos afetados numa situação de vulnerabilidade prolongada, obrigando-os a depender de doações pontuais de alimentos e de roupas. A comunidade internacional tem chamado a atenção para a necessidade de mecanismos de proteção mais eficazes para migrantes em regiões de fronteira, bem como para a implementação de programas de apoio psicossocial e de recolocação laboral. Enquanto não houver uma solução definitiva, estes mais de trinta moçambicanos permanecerão numa condição de incerteza, aguardando respostas concretas que lhes permitam regressar às suas casas ou estabelecer-se de forma digna em território moçambicano.

Fonte: da Redação e da Rfi
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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