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Centenas de crianças estudam ao ar livre em Maquival

Zambézia
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Centenas de crianças estudam ao ar livre em Maquival, distrito de Quelimane. As autoridades dizem que estão a redobrar os esforços para reabilitar escolas danificadas pelas chuvas, mas falta financiamento.

Uma turma da 4ª classe tem aprendido a ler e a escrever ao ar livre, na Escola Primária de Varela, em Maquival, interior do distrito de Quelimane, na Zambézia. As salas ficaram sem tecto aquando da passagem da tempestade Ana, em

janeiro.

As condições para o ensino e aprendizagem em muitas escolas da região não são boas: os edifícios são precários, faltam casas de banho e água potável. E o vento e as chuvas agravam ainda mais a situação.

Milton Marove diz que leciona a 4ª classe na Escola Primária de Varela com muitas dificuldades: "É complicado, há momentos em que a chuva cai e coincide com o período das aulas, somos obrigados a interromper as aulas, que são dadas debaixo de uma mangueira."

O professor lamenta que as aulas não sejam mais regulares: "Em caso de chuva e tempestades, não se pode ficar com as crianças nessas condições, é um sacrifício que estamos a fazer. O ciclone fustigou esta zona, as salas ficaram sem tecto".

Faltam recursos para reabilitação

O diretor de educação de Quelimane, Rijone Bombine, diz que não há escolas destruídas, "o que existe ao nível do distrito é que há escolas que perderam o tecto, as chapas voaram, as escolas primárias vão precisar da ajuda de Governo para recuperar as chapas."

Mas, até agora, não chegaram os recursos para minimizar o sofrimento de professores e alunos das classes primárias, refere, apesar de já ter sido "inventariado todo esse prejuízo e reportado ao Governo, para ver qual será a forma correta para a intervenção, para termos escolas funcionais."

Bombine apela: "Estamos a pedir lonas e tendas para termos tectos alternativos até à altura em que teremos recursos".

Em resposta, o administrador do distrito de Quelimane, Simplício Damião, afirma: "Estamos a equacionar mecanismos para recuperar algumas escolas".

Enquanto os recursos do Governo não chegam, o professor Milton Marove apela aos pais e encarregados de educação para "darem uma mão" na reconstrução das salas de aula. Para já, a reação "não é positiva", afirma.

Marove lista as dificuldades: "Nem casa de banho para os próprios alunos temos, nem para professores. Poço também não temos. Um poço convencional estaria a ajudar os alunos e os professores a beber água."

Investir nas zonas rurais

Muitos professores do nível primário têm abandonado as zonas rurais para lecionar nas escolas próximas das vilas e cidades, que oferecem condições mínimas de trabalho.

O analista Bruno Mendiate pede, no entanto, ao Governo central que não esqueça as zonas rurais.

"Era bom que o Estado trabalhasse mais nesta área de educação para que, nas zonas rurais, tivéssemos escolas que chamem a atenção e sejam um fator atrativo para as crianças", defende.

Mendiate sugere: "Não podemos olhar para as zonas rurais como sítios onde se pode construir escolas despachadas, escolas feitas de paus que os pais juntam."

No ensino primário em Quelimane estão inscritos perto de 150 mil alunos.

 


Fonte:da Redação e da dw
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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