Quénia: homem em Nairobi partilha casa com aves resgatadas

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Em Nairobi, capital do Quénia, um cidadão singular ganhou o apelido de “homem‑pássaro”. Rodgers Magutha, residente no bairro de Eastlands, dedica‑se diariamente a resgatar aves feridas ou abandonadas nas ruas da cidade, acolhendo‑as na sua própria casa. O seu compromisso vai além do simples ato de socorro; ele defende que a convivência estreita com os animais reforça a ligação da comunidade urbana com a vida selvagem e promove a conservação da biodiversidade local. Magutha começou a recolher pássaros após testemunhar um grupo de pombos feridos num acidente de trânsito. Desde então, transformou o seu pequeno apartamento num refúgio improvisado, onde instala gaiolas, ninhos de papel e alimenta as aves com sementes e insetos. Entre as espécies que já cuidou, destacam‑se o pomba-correio (Columba livia), o pardal doméstico (Passer domesticus) e até algumas rapinas menores, como o falcão-peregrino, que chegam debilitadas por causa de colisões com janelas ou redes de energia. O “homem‑pássaro” relata que o trabalho não é isento de dificuldades. A manutenção dos alimentos, a limpeza constante dos recintos e a necessidade de cuidados veterinários acarretam custos elevados, que ele financia com pequenos trabalhos de carpintaria e com doações de simpatizantes. Apesar dos obstáculos, Magutha acredita que o seu exemplo inspira outros moradores a respeitar e proteger a fauna urbana, reduzindo práticas como a caça indiscriminada e o abandono de animais feridos. A iniciativa de Rodgers tem chamado a atenção de organizações não governamentais de conservação, que já iniciaram diálogos para apoiar a criação de um centro de reabilitação de aves na cidade. Segundo especialistas, a presença de cidadãos comprometidos como Magutha pode ser decisiva para a recuperação de espécies ameaçadas e para a sensibilização da população sobre a importância da preservação dos habitats naturais, mesmo dentro de áreas metropolitanas. O seu esforço demonstra que a conservação pode nascer nas casas mais simples, quando há vontade de proteger a vida que partilha o mesmo espaço urbano.

Fonte: da Redação e da Euronews
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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