
aegypti.
O chefe de epidemiologia do governo de Santa Cruz, Roberto Torrez, disse neste sábado à Agência Efe que a declaração de alerta vermelho segue a legislação para se trabalhar com mais intensidade perante a epidemia e é um passo prévio à declaração de emergência caso seja necessário.
Os 14 casos da Bolívia, sendo 12 autóctones e dois importados, se encontram em Santa Cruz, região situada na fronteira com Brasil e Paraguai.
Torrez acrescentou que já foram realizados mais de 180 exames médicos em suspeitos que resultaram negativos e que não há nenhum caso de complicação com a síndrome de Guillain-Barré, doença auto-imune que afeta o sistema nervoso e que foi associada ao zika.
O especialista comentou que as autoridades se perguntam por que a doença não teve um efeito impactante na Bolívia como em outros países e disse que isso provavelmente ocorreu devido às intensas campanhas para a destruição dos criadouros do mosquito Aedes aegypti no ano passado.
Essas campanhas ocorreram em meio a grandes epidemias de dengue e chicungunha, transmite pelo mesmo mosquito.
"Acreditamos que esse trabalho que foi e está sendo feito está conseguindo de alguma maneira que a epidemia não seja explosiva", disse Torrez.
No ano passado, o sistema de saúde de Santa Cruz atendeu 25 mil casos entre dengue e chicungunha. De acordo com Torrez, o surgimento de casos de Guillain-Barré ou microcefalia por causa do zika pode complicar o atendimento em tratamento intensivo, mas as autoridades já planejam uma resposta para essa possibilidade. EFE
Fornecido por:Efe 2016 ( Stop.co.mz )
