
Pesquisas de intenção de voto realizadas no últimos dias mostram vantagem do “Não” sobre o “Sim”, especialmente após virem à tona denúncias de corrupção contra Morales.
O presidente é acusado de usar sua influência política para que uma ex-namorada conseguisse emprego em uma multinacional chinesa que já assinou pelo menos sete contratos milionários com o governo boliviano, entre eles a construção de uma mina de potássio no Salar de Uyuni. Morales nega as acusações de tráfico de influência.
A reforma constitucional que pode permitir um novo mandato a Morales foi proposta por organizações sociais e indigenas ao Parlamento boliviano. A reforma consiste em uma mudança na redação do Artigo 168 da Constituição para que o presidente possa se candidatar duas vezes à reeleição de maneira contínua, e não apenas uma vez, como prevê atualmente.
Mais de 250 mil bolivianos votarão no referendo de hoje fora do país, nas embaixadas e consulados. Mais da metade dos bolivianos que podem votar no exterior estão na Argentina.
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