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Lula da Silva promete "um Brasil de todos e para todos"

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No discurso de tomada de posse, este domingo, Lula da Silva prometeu “reconstruir o país e fazer novamente um Brasil de todos e para todos”. Numa nação fortemente polarizada, o novo Presidente prometeu que não existirão cidadãos de segunda.


“Assumo o compromisso de, junto com o povo brasileiro, reconstruir o país e fazer novamente um Brasil de todos e para todos”, afirmou Lula da Silva, no discurso da tomada de posse, este domingo, em Brasília. Lula da Silva foi empossado como 39º Presidente da República Federativa do Brasil, com um mandato que vai até 31 de Dezembro de 2026.

O novo Presidente, que regressa ao Palácio do Planalto quase uma década depois de ter cumprido dois mandatos, insistiu na necessidade de reconstruir o país depois de anos de “devastação”, nomeadamente ambiental.

“Não é preciso derrubar nenhuma árvore. É só replantar os 30 milhões de hectares de terra degradada e a gente vai poder viver sem derrubar madeira, sem fazer queimadas”, afirmou, numa cerimónia em que subiu a rampa do Palácio do Planalto acompanhado por um grupo de pessoas representativas da diversidade da sociedade brasileira, nomeadamente o cacique Raoni Metuktire, maior liderança da etnia caiapó do Brasil.

Lula da Silva, Presidente do Brasil

“Os povos indígenas precisam ter suas terras demarcadas e livres das ameaças das actividades económicas ilegais e predatórias. Precisam de ter sua cultura preservada, sua dignidade respeitada e sua sustentabilidade garantida”, acrescentou Lula da Silva.
Lula da Silva disse que os indígenas não são obstáculos ao desenvolvimento do país, mas sim “guardiões de rios e florestas”, razão pela qual criou o ministério dos Povos Indígenas "para combater 500 anos de desigualdade”.


O Presidente que assume o cargo pela terceira vez disse, ainda, que “ninguém será cidadão ou cidadã de segunda classe, ninguém terá mais ou menos amparo do Estado, ninguém será obrigado a enfrentar mais ou menos obstáculos apenas pela cor de sua pele”. Por isso, sublinhou que foi criado o “ministério da Igualdade Racial para enterrar a trágica herança do passado escravista”.

Falando sobre mulheres, o Presidente brasileiro lembrou que o Brasil, um dos países com maiores índices de feminicídios do mundo, não pode continuar a conviver “com a odiosa opressão imposta às mulheres, submetidas diariamente à violência nas ruas e dentro de suas próprias casas.”

Lula da Silva, prometeu, ainda, que governará para 215 milhões de brasileiros e não apenas para os seus eleitores: “Quero me dirigir também aos que optaram por outros candidatos. Vou governar para os 215 milhões de brasileiros e brasileiras e não apenas para quem votou em mim. Vou governar para todas e todos, olhando para o nosso luminoso futuro em comum, e não pelo retrovisor de um passado.”

“A ninguém interessa um país em permanente pé de guerra, ou uma família vivendo em desarmonia. É hora de reatarmos os laços com amigos e familiares, rompidos pelo discurso de ódio e pela disseminação de tantas mentiras. O povo brasileiro rejeita a violência de uma pequena minoria”, acrescentou.

Não existem dois brasis. Somos um único país, uma grande nação. Somos todos brasileiros e brasileiras, e compartilhamos uma mesma virtude: nós não desistimos nunca.
O Presidente brasileiro também reafirmou o seu compromisso de campanha que será lutar contra a desigualdade e a extrema pobreza e prometeu que trabalhará para que cada pessoa tenha direito à alimentação, referindo-se aos 33 milhões de brasileiros que actualmente passam fome.

“A fome é filha da desigualdade, que é mãe dos grandes males que atrasam o desenvolvimento do Brasil. A desigualdade apequena este nosso país de dimensões continentais, ao dividi-lo em partes que não se reconhecem”, disse.

Perante a inédita ausência do Presidente cessante para lhe passar a faixa presidencial, foi Aline Sousa, uma mulher negra de 33 anos e que apanha lixo, quem lhe entregou a faixa simbólica.

O agora ex-Presidente, Jair Bolsonaro, saiu do país na sexta-feira numa viagem aos Estados Unidos, sem data marcada de regresso. Bolsonaro não cumprimentou Lula da Silva pela vitória, nem reconheceu de forma clara a derrota.

Na tomada de posse estiveram presentes mais de 65 delegações estrangeiras, entre os quais chefes de Estado, vice-presidentes, chefes da diplomacia, enviados especiais e representantes de organismos internacionais. Foi o caso dos Presidentes de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa ; de Angola João Lourenço; de Cabo Verde, José Maria Neves; da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló ; de Timor-Leste, José Ramos-Horta; e o secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Zacarias da Costa.

Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores) é o primeiro chefe de Estado a ter três mandatos na história recente do Brasil. Candidato seis vezes à Presidência da República do Brasil, foi o primeiro líder operário a chegar ao posto mais importante do comando político do país.

 

 


Fonte:da Redação e da rfi
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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