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Macau: aumento de casos de Covid obriga a restrições inéditas

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Macau está a fazer o rastreio massivo da sua população após terem sido declarados 170 casos de Covid-19 neste antigo território português do sul da China desde há uma semana. As autoridades anunciaram novas medidas restritivas, onde praticamente tudo passa a ficar encerrado, com excepção, por ora, dos casinos, pese embora uma frequentação diminuta dos mesmos.


O chefe do executivo macaense, Ho Iat Seng, qualificou nesta quinta-feira a situação como sendo " mais complicada e grave de sempre".

A população foi, entretanto, submetida a um duplo rastreio que deve terminar esta sexta-feira, enquanto eram encerrados bares, cinemas, discotecas, cabeleireiros, ou ginásios e os restaurantes deixaram de poder servir refeições no local, por exemplo.

Nelson Moura é editor da agência de notícias Macau News Agency.

Ele fez à RFI o relato de como a Região admnistrativa especial de Macau está a enfrentar este aumento de casos de Covid-19.

 

Nelson Moura: Neste momento, Macau está a passar pela situação mais séria desde o início da pandemia, em termos de casos na comunidade. Foram reportados 170 casos desde este sábado e as autoridades locais impuseram uma série de restrições.

Neste momento, não é possível comer em restaurantes. Só permitem serviço de Takeaway (venda para fora). A maior parte dos negócios estão fechados. Os serviços públicos também. As escolas foram suspensas e já foi indicado que o período de férias vai começar mais cedo, portanto, as aulas não vão retomar.

A maior parte dos espaços públicos estão fechados também, parques, bibliotecas, até as praias, as poucas praias disponíveis na cidade foram vedadas e fechadas, neste momento, à população. E estamos neste momento numa segunda ronda de testes massivos a toda a população da cidade, que deve terminar até hoje, à meia-noite.

Há também várias zonas e prédios da cidade que foram designados como áreas vermelhas ou amarelas, que são zonas de isolamento, em que certos casos confirmados são identificados em certos prédios, essa zona é selada e as pessoas são impossibilitadas de sair do prédio e têm de ficar nesse edíficio até completarem várias rondas de testes, pelo menos durante sete dias.

RFI: A região administrativa especial de Macau vive essencialmente das receitas do jogo. Até ao momento, os casinos não são ainda impactados em relação à onda de encerramentos?

É uma situação estranha porque em situações menos severas como, por exemplo, em 2020, as operações dos casinos foram suspensas durante cerca de 15 dias, mas nesta situação não foram fechados ainda.

Apesar de não estarem fechados, o movimento, neste momento, em Macau é extremamente diminuto, em termos de turistas.

Os movimentos nas fronteiras de Macau estão limitados a 2 mil entradas e saídas nas fronteiras do território porque normalmente o que compõe a maior parte dos visitantes que vêm à cidade são turistas do continente chinês, ainda mais da cidade da região vizinha, em Cantão.

Para entrar no território é necessário apresentar um teste negativo n as últimas 48 horas e para sair de Macau para o continente chinês é preciso mostrar um teste negativo nas últimas 24 horas, aliás, qualquer pessoa queentre, neste momento, de Macau para Zhuhai, que é a cidade mais perto da região especial administrativa tem de completar sete dias de isolamento num hotel e mais sete dias de isolamento em casa.

Dado isto, podemos verificar que muito pouca gente estará disponível para vir a Macau para turismo ou para jogo, por isso quanto aos resultados do jogo é esperado que atinjam níveis próximos do zero nestas semanas.

Imagino que não tenha passado desapercebido em Macau o confinamento muito severo que Xangai teve recentemente. Os macaenses temem vir a conhecer um confinamento tão drástico?

Apesar de tudo, as medidas que são aplicadas na China continental são mais severas do que é verificado em Macau e em Hong Kong, mas obviamente todos de nós vimos de perto o confinamento que aconteceu em Xangai, que durou quase um mês, apesar de ter sido um confinamento quase absoluto em termos das pessoas não poderem sair de casa.

Neste momento, nós podemos sair de casa, podemos ir trabalhar, se a nossa empresa ou negócio estiver aberto. Ainda se pode andar nas ruas e pedir comida, ou seja, ainda há uma certa liberdade.

Mas sim, há receios de que, se a situação piorar, e existir um aumento exponencial de casos, possa ser necessário um confinamento ainda mais restrito, que, de certa maneira, iria parar a cidade durante mais do que uma ou duas semanas.

Estamos na expectativa de que seja possível controlar o mais cedo possível para poder voltar aos negócios do costume, no fundo, à vida que tínhamos antes.

Estamos nisto há anos e agora já ninguém se atreve a dar palpites, não é?

Sim, depois de dois anos disto pensávamos que já tínhamos passado o pior e, de repente, acaba por ser a pior situação na região especial administrativa, durante estes últimos dois anos da pandemia que, como pode imaginar, tem levado a um desgaste bastante intenso dos estrangeiros, principalmente os estrangeiros que cá vivem. Há muita gente que está basicamente há quase dois anos sem sair de Macau, sem visitar a família.

Há imensos casos de depressão em torno dessa situação, não?

Deve haver, de certeza. Ainda há pouco tempo saiu um estudo da Universidade de Macau que indicava que cerca de 42% dos residentes de Macau tinham experienciado algum tipo de depressão ou de ansiedade. Parece uma percentagem bastante baixa, se eu tivesse de dar um palpite, mas estes últimos dois anos têm sido bastante exigentes para os residentes desta cidade, sem dúvida.

 

 


Fonte:da Redação e da rfi
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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