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Segunda, mar.

Presidente da Áustria deixa cargo sem que haja substituto

Heinz Fischer: ele pediu aos dois candidatos a sucedê-lo que respeitem os princípios de honradez e honestidade durante a campanha

Eleicoes
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ser repetidas em 2 de outubro.

Fischer, de 77 anos, se despediu do posto em uma cerimônia solene com a participação dos representantes das duas Câmaras do Parlamento, do governo, vários ex-chanceleres e representantes da sociedade austríaca.

Em seu discurso de despedida, ele defendeu que a autoridade do presidente do país está exatamente em não ter de fazer uso dela. Assim, indicou que não usar esse poder é uma mostra de "maturidade e estabilidade" do sistema político.

Fischer, do Partido Social-Democrata, pediu aos dois candidatos a sucedê-lo que respeitem os princípios de honradez e honestidade durante a campanha.

O segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 22 de maio, foi vencido pelo candidato progressista Alexander Van der Bellen com apenas 30 mil votos de vantagem frente a Norbert Hofer, do partido ultranacionalista e eurocético FPÖ.

Esta formação pediu a impugnação das eleições argumentando uma série de irregularidades, sobretudo relacionadas ao voto por carta, que foi o que acabou dando a vitória a Van der Bellen.

O Tribunal Constitucional ordenou que as eleições fossem respeitadas, argumentando que irregularidades aconteceram, mas destacando que não há indícios de que houve manipulação.

Espera-se que, uma vez repetida esse segundo turno em 2 de outubro, o novo presidente assuma o cargo em novembro. Enquanto isso, a presidente e os dois vice-presidentes do Parlamento, um deles o próprio Hofer, assumem de forma interina as funções do chefe do Estado.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:EFE

Reditado por:Noticias Stop 2016

Fotografias:Getty Images

Tópicos:Eleições, Governo, Áustria, Países ricos

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