
desde 11 de setembro de 2001.
De acordo com os canais CNN e NBC, Clinton venceu na capital federal com cerca de 80% dos votos.
Após o anúncio do resultado, Clinton e Sanders se reuniram em um hotel de Washington "e tiveram uma discussão positiva sobre suas respectivas campanhas, sobre a unidade do partido e a perigosa ameaça que Donald Trump representa para nossa nação", afirma um comunicado divulgado pela campanha de Hillary.
"Tiveram uma discussão positiva sobre a melhor maneira de atrair mais pessoas ao processo político e sobre a ameaça representada por Trump", disse Michael Briggs, porta-voz de Sanders.
Uma das primárias mais surpreendentes em várias décadas chegou ao fim com dois virtuais vencedores: a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump, já envolvidos em uma dura batalha pela presidência.
Longe de resultar em uma união nacional, o atentado, que deixou 49 mortos e 53 feridos em uma boate gay de Orlando reativou o debate entre Trump e Clinton, que apresentaram pontos de vista opostos para combate o terrorismo.
O magnata de Nova York ampliou a proposta de vetar a entrada de muçulmanos no país, ao afirmar que, se eleito, "suspenderia" a imigração de países com uma "história comprovada de terrorismo".
Clinton se mostrou mais altiva ao invocar "o espírito de 12 de setembro", o sentimento de união nacional após os atentados de 2001.
Mas quando Trump insinuou que o presidente Barack Obama simpatizava com o grupo extremista Estado Islâmico — que reivindicou o atentado em Orlando -, Hillary Clinton criticou os comentários "vergonhosos".
"Inclusive em tempos de divisões políticas, isto está além de qualquer coisa que alguém que aspira ser presidente dos Estados Unidos deveria dizer", afirmou a ex-secretária de Estado.
Unidade sob condições
Os democratas de Washington votaram nas primárias uma semana depois de Hillary Clinton ter assegurado o número de delegados necessários para garantir a indicação.
Sanders, senador por Vermont, se nega até o momento a abandonar a disputa contra Clinton, mas na semana passada adotou um tom mais conciliador ao prometer "trabalhar" com a ex-primeira-dama para derrotar Trump em novembro.
Sanders tentará influenciar a plataforma eleitoral democrata antes da convenção partidária, no fim de julho na Filadélfia, que designará oficialmente Hillary Clinton como candidata à presidência.
Mas está subentendido que o senador autoproclamado "democrata socialista", que reuniu milhares de pessoas em sua campanha, especialmente jovens, com sua mensagem antissistema, deve impor condições para formalmente alinhar-se com Hillary Clinton.
O presidente Barack Obama anunciou na semana passada apoio a Hillary Clinton, depois de uma reunião com Bernie Sanders na Casa Branca.
Fonte:AFP
Reditado por: Stop Noticias 2016
Tópicos:Eleições americanas, Estados Unidos, Países ricos, Hillary Clinton, Políticos
Fotografias: Getty Images
