Os Estados Unidos manifestaram, ao longo dos últimos anos, a intenção de reduzir a influência do Tribunal Penal Internacional (TPI) e, em determinadas ocasiões, de desmantelar a sua estrutura jurídica. A política americana neste domínio tem sido pautada por três pilares principais: a retirada formal do Estatuto de Roma, a aprovação de legislação nacional que limita a cooperação com o TPI e a adoção de medidas de retaliação contra países que mantêm relações com o tribunal. Em 2002, os EUA assinaram o Estatuto de Roma, mas nunca o ratificaram, mantendo‑se fora do regime jurídico do TPI. Em 2005, o Congresso aprovou o American Service‑Members’ Protection Act (ASPA), conhecido como a "Lei do Escudo de Aço", que autoriza sanções económicas e diplomáticas contra autoridades do TPI que investiguem ou processem militares americanos ou civis ligados a forças armadas dos Estados Unidos. Posteriormente, em 2015, o governo americano promulgou a ordem executiva que impõe sanções a indivíduos e entidades que cooperem com o TPI, incluindo a proibição de viagens e o congelamento de ativos financeiros. O Departamento de Estado tem reiterado que a soberania nacional dos EUA não pode ser comprometida por tribunais internacionais que, segundo a sua interpretação, excedem os limites do direito internacional. O argumento oficial dos Estados Unidos centra‑se na alegação de que o TPI poderia ser usado politicamente para perseguir militares e civis americanos, comprometendo a segurança nacional e a autonomia das decisões de justiça interna. Por outro lado, o TPI defende que a sua jurisdição é limitada a crimes de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e agressão, e que a sua existência contribui para a prevenção de atrocidades a nível global. A tensão entre as duas partes tem repercussões no âmbito das relações diplomáticas, sobretudo com países que são signatários do Estatuto de Roma e que mantêm acordos de cooperação com o TPI. A posição americana tem sido criticada por organismos internacionais e por governos que defendem a justiça transnacional como mecanismo essencial para combater a impunidade. A situação permanece em evolução, com debates contínuos nos fóruns internacionais sobre a legitimidade e a eficácia do TPI e sobre o papel dos Estados‑membros na sua sustentação. A transparência e a justiça fortalecem a sociedade. Partilhe a sua opinião nos comentários abaixo e registe‑se no Portal STOP para ler as nossas investigações e análises!
Fonte: da Redação e Agências de Entretenimento Reeditado para: Noticias do Stop 2026 Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS Material Informático - www.aplicloja.com Receba diariamente no Grupo STOPMZNWS poderá ler QRCOD Link do Grupo WhatsApp - https://chat.whatsapp.com/JUiYE4NxtOz6QUmPDBcBCF Qual Duvida pode enviar +258 827606348 ou E-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.8aad56d40f