
Distanciados por uma longa mesa, os chefes de estado russo e francês abordaram questões relativas à segurança europeia, num formato que também ele simbolizou uma distância entre os dois homens políticos.
O chefe de Estado russo agradeceu a deslocação a Moscovo de Emmanuel Macron, mas descreveu como "inúteis" as longas conversas com o chefe de Estado francês. Vladimir Putin apontou ainda a NATO como "uma organização pacífica".
De braços cruzados enquanto ouvia o homologo, o Presidente francês, na liderança da presidência rotativa do Conselho da União Europeia, assumiu a intenção de inverter a escalada da tensão entre a Rússia e lembrou "a necessidade de preservar a paz".
"Temos consciência, hoje, da gravidade da situação e da necessidade imperativa no interesse de todos de encontrar o caminho para a preservação da paz e estabilidade na Europa. Acredito profundamente que ainda vamos a tempo", defendeu o chefe de Estado francês.
Em causa a segurança da Europa, "na base estão os princípios fundadores da segurança europeia. Estes direitos foram violados e desrespeitados no nosso continente. Penso, por exemplo, no direito à integridade territorial dos Estados, ao não recurso às ameaças ou uso da força, à não violação das fronteiras e não intervir nos assuntos internos ou ainda à execução das obrigações do direito internacional, bem como aos direitos dos homens e liberdades fundamentais", lembrou Emmanuel Macron.
"Os próximos dias vão ser determinantes e vão depender de contactos intensos pelos parceiros europeus, aliados, Ucrânia e países da região", lembrou Macron, acrescentando que cabe aos dois dirigentes prosseguir "nos próximos dias e próximas semanas estas discussões concretas para estabelecer estas novas garantias de paz e segurança quanto à transparência das actividades militares, convencionais na Europa, a transparência na defesa antimíssil e o regime são pedidos da Rússia, que correspondem aos pedidos formulados pelos Estados europeus".
O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, tem encontro marcado esta terça-feira com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, em Kiev.
O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, defendeu hoje em Washington que a Europa atravessa "o momento mais perigoso" desde o fim da Guerra Fria, apesar de ser ainda possível uma "solução diplomática" com a Rússia. Foi esta a solução que o Presidente francês procurou no encontro desta segunda-feira com o russo Vladimir Putin.
Fonte:da Redação e da rfi
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
Material Informático - www.aplicloja.com
Receba diariamente no Grupo STOPMZNWS poderá ler QRCOD
Link do Grupo WhatsApp - https://chat.whatsapp.com/JUiYE4NxtOz6QUmPDBcBCF
Qual Duvida pode enviar +258 827606348 ou E-mail:
Em criação o Aplicativo o APP que ira ver notícias diariamente em seu celular Fotografias:Getty Images/Reuters/EFE/AFP
