
A administração americana disse ontem que "nenhum compromisso firme" será assumido pelos Estados Unidos durante as conversações, e que apenas questões de segurança serão discutidas.
O analista político russo, Dmitry Oreshkin, diz: "Putin não pode aceitar a adesão da Ucrânia - ou da Geórgia, já agora - à NATO. Ele pode ter chegado a acordo com os Estados Bálticos, sendo eles uma causa perdida, uma parte da NATO etc. Mas decidiu manter o braço-de-ferro até ao fim sobre a Ucrânia. A única forma de assegurar a sua autoridade política forte sobre a Ucrânia é criar tensão na fronteira".
Na Ucrânia oriental, as tropas permanecem em alerta máximo, temendo-se uma invasão russa, o que levou Josep Borrell a visitar a região de Donbas - a primeira viagem de um chefe de política externa da UE desde que o conflito eclodiu em 2014.
Washington e Moscovo excluíram Bruxelas das conversações, o que irrita a diplomacia europeia. O embaixador de UE em Londres tenta desdramatizar afirmando: "A União Europeia e os Estados membros têm uma posição de força muito comum. Os Estados Unidos estão juntos, os aliados da NATO estão juntos, e estamos a dizer muito claramente - e estas são palavras muito claras - que haverá consequências maciças e custos severos se a Rússia se aventurar na Ucrânia com ações militares".
Mas não só a UE está ausente das conversações - a própria Ucrânia também está, o que tem causado mal-estar em Kiev, tanto no governo como na opinião pública.
Dezenas de ucranianos protestaram este domingo em Kiev contra uma potencial invasão russa.
Fonte:da Redação e da euronews.com
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
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