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Banco Mundial desbloqueia financiamentos para prevenir insegurança alimentar

Economia
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O Banco Mundial anunciou ontem que vai desbloquear 30 mil milhões de Dólares para prevenir situações de insegurança alimentar, num contexto em que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que fornecem 30% dos cereais a nível mundial, tem provocado escassez de certos produtos e aumento de preços.

Neste sentido, o Banco Mundial esclareceu ainda que 18 mil milhões de Dólares vão servir desde já para implementar planos de apoio, nomeadamente no continente africano, onde as consequências do conflito se fazem fortemente sentir ao nível da subida do custo de vida.

"O aumento dos preços dos alimentos teve efeitos devastadores sobre os mais pobres e os mais vulneráveis" declarou em comunicado o Presidente do Banco Mundial, David Malpass, sublinhando que "para informar a estabilizar os mercados, é crucial que os países fassam agora declarações claras sobre os futuros aumentos de produção, em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia".

Moçambique, país muito permeável à flutuação dos preços dos cerais e onde o mais infímo aumento do valor do pão é problemático, tem sido um dos pontos do globo directamente afectados pela escassez dos bens alimentícios e o aumento dos preços. Luís Muchanga, coordenador executivo da UNAC, União Nacional dos Camponeses de Moçambique saúda a decisão do Banco Mundial.

"Se esta ajuda está virada para apoiar as políticas públicas para que os países tenham capacidade interna de produzir alimentos e alimenta ro seu povo, para nós, essa é que é visão que tem que fazer sentido. Sobretudo porque este modelo de choques internacionais acabam por testar até que nível temos uma capacidade soberana de alimentar o nosso próprio povo. Nós temos que usar isso como o momento para poder garantir que as políticas públicas possam ser mais progressivas, mais eficientes e que os países consigam alimentar o seu próprio povo", considera este responsável.

Ao dar conta da situação vivenciada pelo seu país desde que as forças russas invadiram a Ucrânia há cerca de 3 meses, provocando uma paralisia parcial das cadeias de fornecimento de cereais a nível mundial, Luís Muchanga refere que "todos os indicadores apontam para um agravamento dos preços, apontam para alguma escassez de alimentos. Só nos últimos anos, a informação que sai dá conta de que, de facto, os preços vão aumentar ao nível do mercado. Também o poder de compra não é tão elevado para poder fazer face a isso. Então esse bloqueio afecta-nos directamente e esses três meses também são o resultado disso. Mais uma vez, esta é a prova de que precisamos de nos fortalecer internamente. Os últimos três meses têm sido um sufoco e isto poderá agravar-se se a situação se mantiver como está".

Por conseguinte, num contexto já difícil, a recente decisão de a Índia bloquear as suas exportações de trigo de que é o segundo produtor mundial, muito embora o essencial da sua produção seja para consumo interno, soa como um sinal negativo do ponto de vista do coordenador executivo da UNAC. "Em princípio, os países são soberanos, podem tomar as suas decisões. Mas se as decisões começam a afectar o exterior, isto também tem de ser tido em conta. Não me parece ser humanismo, esta atitude. Era preciso olhar para o momento e perceber que o mundo não é homogéneo. Existem diferenças em termos de capacidade de produção. Tem que se entender acima de tudo que a disponbilidade do alimento é um Direito Humano. É verdade que não estamos a exigir que a Índia assuma a responsabilidade pela nossa incapacidade de produzir internamente os produtos, mas também não é o momento para esse país tomar uma decisão desta natureza", considera Luís Muchanga.

 

 

Fonte:da Redação e da rfi
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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