A região da Ásia Central tem intensificado os esforços para modernizar o seu setor elétrico, mas enfrenta um teste decisivo de capacidade de atração de investimento estrangeiro. Nos últimos meses, os governos do Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Tajiquistão e Turcoménia anunciaram planos ambiciosos para expandir redes de transmissão, integrar fontes de energia renovável e melhorar a eficiência das centrais existentes. No Cazaquistão, o maior produtor de energia da região, o governo lançou o programa “Power 2030”, que prevê a construção de 5 000 MW de capacidade solar e eólica, bem como a substituição de linhas de alta tensão obsoletas. O projeto conta com financiamento do Banco Mundial e da Asian Development Bank, mas ainda depende de capital privado para completar a fase de implementação. O Uzbequistão, tradicionalmente dependente de gás natural, está a diversificar a sua matriz energética com a instalação de parques solares no sul do país e a modernização de centrais hidroelétricas no rio Amu Daria. O governo solicitou 2 mil milhões de dólares de investimento estrangeiro, mas as incertezas regulatórias e a volatilidade dos preços da energia têm dificultado a captação de recursos. Quirguistão e Tajiquistão, cujas redes elétricas são predominantemente hidroelétricas, enfrentam desafios de capacidade de armazenamento e de interligação transfronteiriça. Ambos os países assinaram acordos preliminares com a China para a construção de linhas de transmissão de alta tensão que ligariam os seus sistemas ao da China Central Asian Power Grid, mas os termos de participação ainda são objeto de negociação. A Turcoménia, rica em gás natural, está a explorar a exportação de eletricidade para o Irão e para a Ásia do Sul, aproveitando a sua nova infraestrutura de gás liquefeito. Contudo, a dependência de contratos de longo prazo com empresas russas e a pressão internacional sobre o setor de energia de Moscovo criam incertezas que podem afectar a confiança dos investidores. Em conjunto, estes projetos revelam uma ambição comum: reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, melhorar a segurança energética e posicionar a Ásia Central como um corredor de energia estratégico entre a Europa e a Ásia. O sucesso dependerá, porém, da capacidade dos governos de oferecer um quadro regulatório estável, de garantir a transparência nos processos de licitação e de criar condições atrativas para o capital privado internacional. Convidamos os leitores a deixar o seu comentário sobre esta análise e a registar‑se no Portal STOP para receber mais informações sobre a dinâmica económica e geopolítica da região.
Fonte: da Redação e Agências de Negocios Reeditado para: Noticias do Stop 2026 Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS Material Informático - www.aplicloja.com Receba diariamente no Grupo STOPMZNWS poderá ler QRCOD Link do Grupo WhatsApp - https://chat.whatsapp.com/JUiYE4NxtOz6QUmPDBcBCF Qual Duvida pode enviar +258 827606348 ou E-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.58bb2ec359