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Ópera aos mais jovens, o "público de hoje"

Ópera aos mais jovens, o "público de hoje"

Arte & Cultura
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Eugène tem 15 anos, Rokhaya, 17. Juntos preparam-se para experimentar algo que nunca fizeram: ir à ópera. A primeira vez de ambos será na antestreia da nova produção de "Turandot", de Puccini, possível graças à iniciativa da Ópera da Bastilha, em Paris, que disponibiliza 25 mil lugares a preços mais acessíveis - 10 euros - a pessoas até aos 28 anos.

Através de um espetáculo a baixo custo reservado exclusivamente ao público jovem, Gustavo Dudamel, o diretor musical da ópera parisiense, espera inspirar um novo público a ir à ópera.

"Estou muito feliz por ver esta grande sala da Ópera da Bastilha cheia de jovens. A transmissão e a educação através da música são para mim missões fundamentais. Obrigado e viva a música", diz o conhecido maestro na abertura da sessão.

O mestre do minimalismo Robert Wilson encena "Turandot", numa produção que diz ser "muito estática", onde "a música é o movimento, as luzes são o movimento".

A trama evolui em torno da fria princesa chinesa, que decapita todos os pretendentes incapazes de resolver os seus enigmas.

Com esta que foi a última obra-prima de Puccini, Gustavo Dudamel espera não só possibilitar o acesso à arte que de outra forma os jovens não teriam, como também criar uma nova geração de frequentadores de ópera.

"Este público, a que chamamos o público de amanhã, é o verdadeiro público, é o público de hoje. É muito importante que se abram espaços para eles, que se sintam identificados com o que veem e ouvem, como parte da sua vida".

A ópera, recorda o diretor musical, tem um primeiro impacto que gostaria de alguma forma ver repercutido nas novas gerações.

“Lembro-me da primeira vez que fui a um concerto e fiquei espantado. Desejo que cada um deles desfrute, porque sinto que a música nos leva a um lugar sem tempo, à intemporalidade. É como se fosse uma eternidade instantânea", explica Dudamel.

À saída, as primeiras impressões não podiam ir mais ao encontro da experiência e vontade do maestro.

"Realmente, senti os momentos em que havia raiva, tristeza, angústia, gostei mesmo muito", diz Rokhaya.

Também para Eugène foi "impressionante. Não pensei que fosse ser tão animado. Na verdade, pensei que ia ser muito mais tranquilo. E, no entanto, está repleto de barulho e energia, e toda a iluminação, é fascinante. Adorei".


Fonte:da Redação e da euronews.com
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
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Fotografias:Getty Images/Reuters/EFE/AFP/Estadão

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