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Lula da Silva enfrenta nova acusação por negócios em Angola

Entre 2008 e 2010, Lula da Silva "ainda ocupava a Presidência da República e, na condição de agente público, praticou corrupção passiva", diz o Ministério Público.

Angola
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Lula da Silva enfrenta novas acusações do Ministério Público Federal, desta vez por negócios em Angola. "As práticas criminosas ocorreram entre, pelo menos, 2008 e 2015 e envolveram a actuação de Lula [da Silva] junto ao Banco Nacional de

Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) e outros órgãos sediados em Brasília com o propósito de garantir a liberação de financiamentos pelo banco público para a realização de obras de engenharia em Angola", lê-se num comunicado deste órgão.

Além de Lula, a acusação visa mais dez pessoas, entre elas o empresário Marcelo Odebrecht e o sobrinho de Lula da Silva, Taiguara Rodrigues dos Santos. O ex-Presidente é denunciado por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e corrupção passiva, 

No caso do ex-Presidente, as penas máximas somadas em que incorre se for considerado culpado por estes crimes chegam a, pelo menos, 35 anos de prisão, além de multa, de acordo com o Ministério Público Federal.

"Os trabalhos foram executados pela construtora Odebrecht que - em retribuição ao facto de ter sido contratada pelo Governo angolano, com base em financiamento para exportação de serviços concedida pelo BNDES -, repassou aos envolvidos, de forma dissimulada, valores que, actualizados, passam de 30 milhões de reais (8,4 milhões de euros)", diz o comunicado.

Entre 2008 e 2010, Lula da Silva "ainda ocupava a Presidência da República e, na condição de agente público, praticou corrupção passiva", diz o Ministério Público. Entre 2011 e 2015, já como ex-Presidente, os crimes de que é suspeito são de "tráfico de influência em benefício dos envolvidos".

O ex-Presidente deve ainda responder por lavagem de dinheiro, um crime que "foi praticado 44 vezes e que foi viabilizado, por exemplo, por meio de repasses de valores justificados pela subcontratação da empresa Exergia Brasil, criada em 2009 por Taiguara Rodrigues dos Santos", lê-se na nota.

Os procuradores alertaram que "parte dos pagamentos indevidos foi concretizado por meio de palestras supostamente ministradas pelo ex-Presidente a convite da construtora".

Na nota lê-se ainda que as investigações continuam, desdobradas em cinco processos, "tanto no caso dos empreendimentos feitos em Angola e da participação da empresa Exergia Portugal na organização criminosa", como em relação a outros empréstimos feitos pelo BNDES no âmbito do financiamento para exportação de serviços.

O programa beneficiou países de África e da América Latina sendo que, além da Odebrecht, houve obras executadas por outras construtoras.

Na acção, os procuradores destacaram que, ainda no início do esquema, foram agregados empresários e funcionários da Exergia Portugal, sendo que, com a promessa de subcontratações, essa empresa concedeu a Taiguara Rodrigues dos Santos, "de maneira praticamente gratuita", uma filial no Brasil.

Os procuradores informaram que Lula da Silva, além de assentir na criação da Exergia Brasil, "supervisionou todo o processo de captação de contratos" pelo sobrinho junto da Odebrecht, aconselhando-o sobre os negócios em Angola e apresentando-o a empresários e autoridades estrangeiras nas visitas realizadas ao  país em 2010.

Lula da Silva enfrenta diversos casos na Justiça, tendo na semana passada sido incluído numa investigação por suspeita de participação em organização criminosa com outros políticos no âmbito da operação Lava Jato, sobre corrupção na Petrobras.

O ex-Presidente, que foi considerado por procuradores como o "grande general" dos crimes investigados na Petrobras, já é arguido em dois processos do processo Lava Jato, um por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro e outro por alegada tentativa de obstruir a investigação.

O ex-líder brasileiro é ainda investigado, a par da sua sucessora, Dilma Rousseff, por tentativa de obstrução à Justiça, por causa das suspeitas levantadas quando a ex-Presidente o nomeou para ministro da Casa Civil.

 

O antigo Presidente tem negado as acusações, dizendo-se vítima de perseguição política

 

 

 

 

 

 

Fonte:Angonoticias

Reditado para:Noticias Stop 2016

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