
O Gemini está a ganhar uma nova capacidade que pode mudar a forma como muitos utilizadores criam imagens. A Google começou a expandir a inteligência personalizada na app, permitindo que o chatbot use dados de serviços como o Google Photos para responder de forma mais contextual aos pedidos.
A novidade chega agora a mais contas pessoais elegíveis nos Estados Unidos e torna a criação de imagens mais próxima daquilo que o utilizador realmente quer. Na prática, o Gemini passa a reconhecer melhor detalhes sobre si, amigos, família e momentos guardados no ecossistema da Google.
Google alarga inteligência personalizada no Gemini
A funcionalidade tinha sido apresentada nos últimos meses, mas estava inicialmente reservada a quem pagava os planos AI Pro e AI Ultra. Agora, a Google está a levá-la a um número mais alargado de utilizadores com contas pessoais elegíveis nos EUA.
Com esta expansão, o Gemini pode recorrer a informação presente em apps e serviços da empresa para melhorar pedidos de criação de imagens. Entre as integrações destacadas estão o Google Photos e o recurso conhecido como Nano Banana.
O que muda na criação de imagens
O objetivo é simples: tornar os pedidos mais naturais e mais pessoais. Em vez de descrever tudo ao detalhe, o utilizador pode fazer um pedido com base em informação que a Google já conhece, caso tenha autorizado esse acesso.
Por exemplo, pedir uma imagem inspirada em férias recentes, numa festa de família ou até com base no aspeto de pessoas guardadas no Google Photos poderá tornar-se mais rápido e direto.
Exemplos práticos
Criar uma imagem de aniversário com referências visuais da família
Gerar convites com estilo inspirado em fotografias pessoais
Editar imagens com base em detalhes já presentes no Google Photos
Fazer pedidos mais simples, sem ter de explicar tudo do zero
Porque é que isto importa
Esta mudança mostra como a Google quer tornar o Gemini mais útil no dia a dia, e não apenas um chatbot genérico. Quanto mais contexto tiver, mais relevante poderá ser o resultado.
Para o utilizador comum, isto significa menos passos e uma experiência potencialmente mais intuitiva. Em vez de escrever instruções longas, basta pedir algo de forma mais natural e deixar o sistema usar o contexto disponível.
Quem pode usar a funcionalidade
Segundo a Google, a criação e edição de imagens com este tipo de acesso está limitada a maiores de 18 anos com contas pessoais. Já a geração de imagens, sem algumas das capacidades mais avançadas, pode ser usada a partir dos 13 anos.
A empresa indica ainda suporte para vários idiomas, incluindo português, inglês, espanhol, francês, alemão, japonês, coreano, árabe, turco, neerlandês e indonésio.
Privacidade e contexto: o ponto mais sensível
O lado mais delicado desta novidade está, naturalmente, no acesso aos dados pessoais. A proposta da Google é dar ao Gemini mais contexto para responder melhor, mas isso também levanta questões sobre privacidade e controlo.
Para muitos utilizadores, a grande questão será simples: até que ponto estão dispostos a deixar a inteligência artificial usar informação do Gmail, do Google Photos ou de outros serviços para gerar imagens mais personalizadas?
É precisamente aqui que esta atualização pode ganhar atenção. A promessa de resultados melhores é forte, mas o equilíbrio entre conveniência e privacidade continuará no centro da discussão.
Fonte:da Redação e da maistecnologia
Reeditado para:Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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