Vírus como Covid-19 e Zika podem estar por trás de dor testicular crônica - Jornal Correio

Coronavírus
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Atualização de Saúde Pública: Dor testicular crónica associada a infeções virais Relatos clínicos e evidência emergente indicam que, em alguns homens, a dor testicular pode persistir semanas a meses após infeções virais, incluindo o SARS-CoV-2 (COVID-19) e o vírus Zika. Embora estes achados sejam menos comuns do que a dor aguda durante a infeção, devem ser reconhecidos pelos profissionais de saúde como parte do espectro de complicações pós-infecciosas. Possíveis mecanismos propostos incluem inflamação persistente do testículo ou do epidídimo (orquite/epidididimite), alterações no fluxo sanguíneo local, sensibilização neural e impactos hormonais. A evidência disponível é ainda limitada e requer confirmação por estudos mais robustos; contudo, a observação clínica exige uma avaliação cuidadosa para orientar diagnóstico e gestão. O que fazer caso exista dor testicular crónica após uma infeção viral: - Procurar avaliação médica se a dor persistir por mais de duas a quatro semanas, especialmente se houver inchaço, febre, urina com sangue, ou nódulos no testículo. - Exame físico detalhado e, se necessário, ultrassonografia de testículo para excluir condições emergentes como torção testicular e para avaliar inflamação do epidídimo ou do testículo. - Considerar avaliação adicional da função hormonal (testosterona, LH, FSH) em casos de dor crónica associada a sinais de desequilíbrios hormonais ou quando indicado pelo médico. - Abordagem terapêutica pode incluir analgesia adequada, manejo da dor, repouso relativo, e, conforme a etiologia identificada, encaminhamento a urologia. Em algumas situações, abordagens de reabilitação pélvica e tratamento dirigidos à condição subjacente podem ser benéficos. - Reforçar que o tratamento correcto depende da avaliação clínica individualizada; não se deve assumir uma causa sem diagnóstico adequado. É essencial compreender que a relação entre infeções virais específicas e dor testicular crónica ainda está a ser estudada. Dados adicionais de qualidade são necessários para estabelecer diretrizes claras de tratamento e prevenção. Agradecemos a vigilância contínua da população. Mantenha-se informado através de fontes oficiais de saúde pública e siga as recomendações de prevenção e vacinação. Para receber atualizações regulares e orientações de saúde pública sobre o coronavírus e outras infeções, registre-se no Portal STOP.

Fonte: da Redação e Agências de Saúde
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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