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Quinta, abr.
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EQUIPA DA UA DESENVOLVE ALGORITMO PARA COMBATER HIV E TUBERCULOSE

algoritmo, que faz previsões sobre a influência dos tratamentos na evolução do estado de saúde dos pacientes

Saúde
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O algoritmo, que faz previsões sobre a influência dos tratamentos na evolução do estado de saúde dos pacientes a médio e longo prazo, permite aos médicos traçar prioridades e decidir quem deve ser tratado, como e durante quanto tempo, de forma a reduzir ao mínimo o número dos co-infectados a desenvolver activamente as duas doenças.

Desenvolvido por Delfim Torres e Cristiana Silva, do Departamento de Matemática, o modelo divide a população em classes, de acordo com o estado de saúde de cada indivíduo em relação à infecção pelo Mycobacterium tuberculosis, a bactéria causadora da maioria dos casos de tuberculose, e pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, o vírus que, numa fase avançada da infecção, provoca a SIDA.

Neste trabalho, explica Delfim Torres, “além de propormos um modelo populacional para a co-infecção da Tuberculose-SIDA, aplicamos a teoria do controlo óptimo de forma a determinar qual a fracção de indivíduos co-infectados que deve fazer o tratamento para ambas as doenças ou apenas uma delas, considerando situações de escassez de meios para o tratamento de toda a população infectada”.

As soluções encontradas pelo algoritmo, garantem os matemáticos da UA, podem auxiliar profissionais de saúde, na medida em que “se ajustarmos o valor dos parâmetros que estão associados à transição dos indivíduos de umas classes para as outras, a uma realidade concreta, podemos de seguida fazer previsões sobre a evolução da co-infecção a médio e longo prazo”.

Estas previsões também são importantes para os doentes, e para as pessoas saudáveis, uma vez que o modelo do DMat pode fazer previsões sobre a influência do sucesso dos tratamentos no número de pessoas infectadas e que desenvolvem uma ou ambas doenças activas e com isso reduzir-se o número de indivíduos que desenvolve SIDA e/ou tuberculose activa com o mínimo de recursos possíveis.

Na construção do modelo matemático os investigadores da UA deram como assumido que os indivíduos com tuberculose activa ou latente têm acesso a tratamento.

Quanto aos indivíduos infectados pelo VIH que iniciam o tratamento anti-retroviral atempadamente, respeitando os protocolos de tratamento, o algoritmo de Delfim Torres e Cristiana Silva colocam-nos numa classe designada por crónica uma vez que, de acordo com a literatura médica, estas pessoas, após infecção, podem viver mais de 20 ou 30 anos, com uma qualidade de vida razoável e comparável à de outras doenças designadas crónicas.

“O nosso modelo inclui a co-infecção pelo Mycobacterium tuberculosis e pelo VIH e assume que pelo menos uma determinada fracção destes indivíduos tem acesso ao tratamento de ambas as doenças ou apenas uma delas”, explica Delfim Torres. (RM-DDigital)

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