20 MOÇAMBICANOS DETIDOS NO MALAWI POR CORTE ILEGAL DE MADEIRA

Vinte moçambicanos e dois chineses estão presos desde a última quinta-feira no Malawi por abate ilegal de madeira, num dos parques nacionais daquele país, colocando em risco a biodiversidade.

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Em conexão com o crime, estão detidos igualmente seis malawianos.

Os vinte moçambicanos estão sob custódia policial no distrito de Chikwawa, devendo passar para a cadeia, esta semana.

A detenção destes indivíduos foi confirmada pelo sub-inspector da polícia no distrito de Chikwawa, Mark Munama.

De acordo com o sub-inspector Munama, os moçambicanos foram presos na companhia de dois chineses e de seis malawianos quando estavam a abater várias espécies florestais protegidas por lei no Parque Nacional de Lengwe.

Em conexão com o caso, a polícia malawiana confirmou a apreensão de seis tractores, três viaturas, entre as quais um camião de cem toneladas e três motorizadas, usados pelos suspeitos.

"Posso confirmar que a polícia prendeu 20 cidadãos moçambicanos, 6 malawianos e 2 chineses e estão sob nossa custódia. O que aconteceu é que entre terça e quarta-feira da semana passada, eles foram encontrados no Parque Nacional de Lengwe, cortando árvores de espécie Mopane, e depois de neutralizados pelos guardas florestais, corremos para o local e encontramos os suspeitos já detidos”- disse Munama.

Os suspeitos poderão comparecer perante o tribunal dentro em breve, para responder pelo crime de abate ilegal de espécies florestais protegidas.

Enquanto isso, a polícia em Chikwawa reforçou a segurança no Parque Nacional de Lengwe e pediu às comunidades para denunciar as autoridades qualquer movimento estranho.

O distrito malawiano de Chikwawa faz fronteira com o de Doa, na província de Tete.

O abate de árvores no Malawi esta sob pressão, não só para a obtenção de madeira, mas também para a exploração de lenha e carvão para fins energéticos.

O cenário é agravado pelo contrabando da madeira para o estrangeiro, e nalguns casos para China.

Quase oitenta por cento da população malawiana, depende da lenha e carvão para cozinhar, e por consequência, a taxa de abate das árvores é muito elevada.

Os 4.6 milhões de hectares de florestas do país têm vindo a ser utilizados a uma taxa de 3.5 por cento ao ano, em parte para a obtenção de lenha para as suas necessidades domésticas dos malawianos, mas também porque o processo de secagem utilizado na indústria do tabaco, a principal exportação do país, consome grandes quantidades de lenha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:RM

Reditado para:Noticias Stop 2016

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