Explosões em Damasco ferem 18 pessoas, durante visita do presidente francês Macron

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Explosões nas imediações do Hotel Four Seasons, em Damasco, deixaram 18 pessoas feridas na manhã de segunda‑feira, coincidindo com a visita oficial do presidente da França, Emmanuel Macron, ao Palácio Presidencial sírio. O chefe de Estado francês encontrava‑se no recinto para uma reunião com o presidente da Síria, Ahmad al‑Sharaa, quando os estilhaços foram detonados a poucos metros da entrada principal do hotel, um ponto de referência frequentado por diplomatas e jornalistas. Segundo informações das autoridades sírias, as explosões ocorreram por volta das 09h30, hora local, e foram rapidamente seguidas por equipes de emergência que evacuaram o local e prestaram primeiros socorros às vítimas. Até ao momento, nenhum dos feridos foi declarado em estado crítico, mas as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a gravidade dos ferimentos. O governo sírio acusou “elementos hostis” de serem responsáveis pelo atentado, sem, porém, apontar um grupo específico. A França, por sua vez, condenou o acto e reiterou o apoio à soberania síria, ao mesmo tempo que expressou preocupação com a segurança dos diplomatas presentes. O incidente surge num contexto de tensões regionais e de críticas internacionais ao regime de Bashar al‑Assad, que tem sido alvo de sanções e de acusações de violações de direitos humanos. A visita de Macron, marcada como um passo para reavivar o diálogo político entre Paris e Damasco, pode ter sido alvo de grupos que se opõem a qualquer normalização das relações. Fontes de segurança síria afirmam que o local foi alvo de um ataque de baixa intensidade, possivelmente um dispositivo improvisado, mas ainda não há confirmação oficial sobre o método utilizado. Apesar do episódio, as negociações entre França e Síria prosseguem, com Macron a pretender discutir questões de segurança, reconstrução e a situação dos refugiados sírios. O governo francês sublinhou que o ataque não alterará o empenho de Paris em apoiar um processo de paz na região, embora tenha solicitado reforço nas medidas de proteção para os seus representantes. Este acontecimento levanta novamente o alerta sobre a vulnerabilidade das missões diplomáticas em zonas de conflito e reforça a necessidade de reforçar os protocolos de segurança. As autoridades sírias continuam a investigar o caso e prometem atualizar a comunidade internacional assim que houver novas informações.

Fonte: da Redação e da Euronews
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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