Uma frente global de autarcas lançou um alerta contundente sobre o boom de centros de dados dedicados à inteligência artificial. Quarenta líderes municipais de várias partes do mundo reuniram-se para denunciar que a expansão dessas infraestruturas está a consumir recursos vitais de forma acelerada, sobretudo energia, água e solo, e afirmam que não podem esperar mais por soluções eficazes. Entre as cidades citadas pela coalizão estão Phoenix, nos Estados Unidos, e Melbourne, na Austrália, servindo como exemplos de uma tendência que atravessa continentes. Os autarcas defendem que muitos centros de dados, impulsionados pela procura de IA de alto desempenho, consomem grandes quantidades de energia para alimentar e arrefecer os equipamentos. O arrefecimento, muitas vezes, depende de água, o que aumenta o peso sobre sistemas hídricos locais. Além disso, as instalações ocupam extensas áreas de terreno, o que pressiona o solo e pode alterar ecossistemas e redes de transporte nas zonas onde se instalam. A aliança sustenta que o impacto agregado se traduz em maior pressão sobre redes elétricas, mercados de água e serviços de saneamento, bem como em potenciais aumentos no custo de vida para residentes e empresas. Os signatários apelam a avaliações independentes de impacto ambiental, participação comunitária nos processos de licenciamento e padrões mais exigentes de eficiência energética, gestão de calor e consumo de água. Entre as ações propostas estão a promoção de fontes de energia renovável para alimentar os centros, a adoção de sistemas de reutilização de água de arrefecimento, e planos de aterramento de solos que minimizem a ocupação de território. Os autarcas também defendem regras de zonamento urbano mais rigorosas, mecanismos de fiscalização transparentes e a introdução de métricas públicas sobre consumo energético e pegada ambiental das novas instalações. A ideia é criar um quadro que equilibre o impulso tecnológico com a proteção de serviços essenciais para comunidades locais, sem sufocar a inovação. Este movimento não pretende travar o progresso tecnológico, mas exigir que o crescimento seja sustentável, equitativo e compatível com metas climáticas. O apelo é por um diálogo urgente entre governos locais e nacionais, empresas de tecnologia e a sociedade civil, com foco em soluções que permitam inovar sem comprometer recursos vitais. O exemplo de Phoenix a Melbourne sintetiza uma inquietação que se espalha a várias cidades, colocando a necessidade de respostas rápidas e responsáveis no centro do debate público.
Fonte: da Redação e da Euronews Reeditado para: Noticias do Stop 2026 Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS Material Informático - www.aplicloja.com Receba diariamente no Grupo STOPMZNWS poderá ler QRCOD Link do Grupo WhatsApp - https://chat.whatsapp.com/JUiYE4NxtOz6QUmPDBcBCF Qual Duvida pode enviar +258 827606348 ou E-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.54493da3cc