
Os resultados da consulta online foram anunciados na quinta-feira à noite, durante uma reunião na qual participou a primeira-ministra, Najla Bouden, e o ministro das Tecnologias, Nizar Ben Néji.
O inquérito pela internet foi realizado entre 15 de Janeiro e 20 de Março e decidiu a instauração de um regime presidencial para substituir o sistema actual, híbrido, mas de tendência parlamentar.
A ideia da consulta segue o programa apresentado pelo Presidente tunisino, Kais Saied, em Dezembro, para acabar com a crise no país, depois ter assumido todos os poderes e de ter demitido o chefe do governo e suspendido o Parlamento em Julho do ano passado. Parlamento que, entretanto, ele dissolveu nesta quarta-feira.
O Presidente informou que cerca de 500 mil pessoas participaram na consulta online, mas nas últimas eleições, em 2019, estavam recenseadas mais de sete milhões de pessoas num total de 12 milhões de tunisinos. Para justificar a fraca participação no voto, o chefe de Estado disse que a plataforma electrónica foi visada por milhares de ciberataques que atribuiu à oposição.
O próximo passo é um referendo sobre a nova Constituição antes das eleições legislativas previstas para Dezembro.
Todas estas decisões são denunciadas pela oposição como “desvios autoritários”. O Presidente tunisino, eleito em 2019, tem vindo a enfrentar uma crescente contestação social e política. A par do contexto político tenso, a economia continua a degradar-se, algo agravado com a pandemia. A taxa de desemprego ultrapassa oficialmente os 18% e a Tunísia tem acumulado as dívidas ao ponto de estar actualmente a tentar convencer o FMI e os parceiros internacionais a concederem-lhe novo empréstimo.
Fonte:da Redação e da rfi
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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