
O Iémen é palco de uma guerra há mais de 7 anos entre, por um lado, o governo central apoiado pelos países da região e nomeadamente a Arábia Saudita e, do outro lado, os rebeldes Hutis que controlam vastas zonas do país e beneficiam do apoio do Irão, o grande rival regional de Riade.
Este sábado à noite, a coligação regional anunciou ter "lançado ataques aéreos nos campos (militares) e áreas estratégicas dos rebeldes Hutis em Sanaa", a capital nas mãos dos rebeldes desde 2014, não havendo informações sobre eventuais vítimas.
Na sequência dos ataques rebeldes na sexta-feira contra posições na Arábia Saudita, a coligação intensificou os ataques em áreas controladas pelos Hutis, incluindo Sanaa, no norte do país, e a região sul de Hodeidah no oeste.
Apesar disso, os rebeldes anunciaram um cessar-fogo unilateral de três dias, Mahdi al-Mashat, alto dirigente Huti esclarecendo que esta trégua poderia tornar-se "permanente" se a Arábia Saudita decidisse suspender o "bloqueio" ao Iémen, cessar os seus ataques aéreos e retirar as "forças estrangeiras" do país, estas declarações não tendo suscitado nenhuma reacção de Riade até ao momento.
Neste domingo, ao reiterar o seu apelo para o fim da escalada do conflito, o gabinete do emissário da ONU para o Iémen, Hans Grundberg, anunciou que "continua a envidar esforços para alcançar uma trégua durante o Ramadão", o tradicional mês de jejum muçulmano que deve começar dentro de alguns dias.
Ontem, no mesmo sentido, ao condenar igualmente estes últimos episódios de violência, António Guterres, secretário-geral da ONU, denunciou tanto "os ataques aéreos efectuados pelos Hutis na sexta-feira" como "os ataques aéreos da coligação que vieram a seguir em Sanaa".
De acordo com a ONU, em mais de 7 anos de conflito, com quase 380.000 mortos e milhões de deslocados, a situação vivenciada pelo Iémen é uma das piores tragédias humanitárias do mundo, boa parte da população daquele país enfrentando uma insegurança alimentar aguda, senão mesmo a fome.
Fonte:da Redação e da rfi
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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