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Quarta, abr.

A lista de candidatos do M

O Novo Jornal errou, na semana passada, ao anunciar os primeiros candidatos que, segundo as informações que recolhemos, estariam na pole position do MPLA.

Política
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Essas informações garantiram-­nos que o Chefe de Estado esteve presente como n.º 3 da lista até à ultima hora, tendo depois, e a conselho de alguns dos seus assessores, optado por abandonar a referida lista. 

Para quem tem o percurso de José Eduardo dos Santos, não seria nada de mais a sua participação como candidato a deputado, que, na qualidade de Presidente do MPLA, poderia a qualquer momento suspender. 

Mais ainda, conquistaria sem dúvida alguns pontos na consideração quer de militantes quer da população em geral,por integrar uma lista do seu partido, demonstrando que coloca acima de tudo o partido de que é militante desde muito jovem, o que é bem mais importante do que as retóricas que apontem para supostas "inferioridades" que resultariam de ser o número três. 

Nada mais absurdo, nada mais longe da realidade, nada mais demonstrativo do profundo fosso que separa alguns desses "ideólogos" da realidade sociológica angolana. A admissão natural de que se trata de um militante que cumpriu o papel para que foi indicado pelos seus e que, pelas razões mais do que conhecidas e anunciadas, retorna à condição de militante é uma demonstração de grandeza, de personalidade e de obediência aos ideais do seu partido, que é pertença de milhões de militantes e simpatizantes e não propriedade exclusiva de quem entende pertencer à classe dos "escolhidos", como se falássemos de "senhores" e de "vassalos". Mais um tiro no pé. Maisum mau conselho dado ao Presidente José Eduardo dos Santos.O Novo Jornal errou ainda ao pressupor, por todas as razões e mais algumas, que Fernando da Piedade Dias dos Santos surgiria como o quarto integrante da lista. 

Suposição errada, da qual nos penitenciamos, embora não consigamos ainda explicar as razões por que o actual Presidente da Assembleia Nacional (e futuro, caso o MPLA ganhe as eleições) aparece em décimo primeiro lugar. 

Um novo factor a ter em conta é a posição tornada pública pela deputada e actual presidente da 7.ª comissão(Saúde, Família, Juventude, Desportos, Antigos Combatentes e Acção Social), Irene Alexandra da Silva Neto, filha do primeiro Presidente da República Popular de Angola, Agostinho Neto, que explica as razões da sua recusa em aceitar integrar a nova lista de candidatos a deputados. 

Não é de agora que insistimos ­ enquanto angolanos interessados na evolução multidisciplinar do processo político angolano que se torna essencial ­ para o aprofundamento democrático e para a normalização das condições que permitam finalmente o arranque económico definitivo, a recuperação de valores cívicos e morais e uma atenção crucial à educação e ao ensino, que o MPLA retorne à sua condição de movimento aglutinador de todas as classes sociais. 

Sem a predominância dos que entre a política, a justiça, os negócios públicos e privados não podem hoje em dia serdefinidos ­ sejam políticos no activo, sejam juízes, magistrados, o que hoje se chama de pessoas politicamenteexpostas ­ como políticos no sentido absoluto do termo br>

Equilibrando ­ o que foi sempre difícil mas possível ­ apresença de cidadãos com o conhecimento real e não enciclopédico das condições de vida das populações com aintelectualidade realmente patriota, progressista e que, ao longo da história do movimento, sempre procurou estar ao lado do povo. À época chamava-se "opção de classe". Alguns ainda se lembrarão de tal expressão... 

Quando uma figura com o percurso de Irene Neto toma a posição que hoje se noticia, é evidente que algo estáerrado em toda esta estratégia. A proliferação de agentes activos da burguesia dominante, a permanência de figurasque se autodenominam intelectuais e cuja fronteira com a lumpen­burguesia é por demais evidente, o recurso agente com muitas provas já dadas de pouco sentido patriótico, de demasiado interesse na autopromoção e noaproveitamento da condição de deputados para resolverem a sua vida, não é saudável, não é aconselhável nem prudente e muito menos ajuda a recuperar o reconhecimento do MPLA enquanto intérprete das grandes franjas sociais que integram a comunidade angolana. 

"Resolver os problemas do Povo", condição essencial dos últimos discursos do Fundador da República, não é um mero chavão para adormecer consciências. É a correspondência verbal de um projecto efectivo de reconstrução nacional, baseada nos princípios fundamentais que levaram à constituição do MPLA. "Volvamos à realidade,sonhadores"!

 

 

 

 

 

Fonte:Angonoticias

Reditado para:Noticias do Stop 2017

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