Angola é um país politicamente estável

Ao discursar na sessão de abertura da 30ª reunião da Comissão Mista Permanente de Defesa e Segurança Angola-Zâmbia, declarou que o clima de paz no país permite construir

Política
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Ao discursar na sessão de abertura da 30ª reunião da Comissão Mista Permanente de Defesa e Segurança Angola-Zâmbia, declarou que o clima de paz no país permite construir e reconstruir infra-estruturas necessárias ao desenvolvimento e multiplicar os esforços no sentido de combater a fome, a pobreza e as assimetrias regionais.

 Segundo o ministro, tal pressuposto permite igualmente a promoção do emprego e o bem-estar dos cidadãos.

 Aferiu que não obstante a crise financeira que afecta a todos, Angola continua a prestar uma atenção particular a Defesa e Segurança, potenciando cada vez mais as suas Forças Armadas, com o propósito de garantir um ambiente de paz, segurança e estabilidade propícios ao desenvolvimento sócioeconómico do país.

 Disse, por outro lado, ser da responsabilidade dos dois estados zelar pela segurança das suas fronteiras, dos seus povos, riquezas e recursos naturais, num contexto mundial marcado pelas acções terroristas que perturbam a tranquilidade internacional e promovem a instabilidade e insegurança.

 Com efeito, apelou a necessidade da coordenação de esforços das autoridades civis e de segurança de Angola e Zâmbia, para que no plano migratório seja observado o cumprimento escrupuloso das leis vigentes no interior de cada um dos estados, bem como o respeito e a salvaguarda dos recursos económicos, ambientais, culturais e a livre circulação de pessoas e bens.

 Em seu entender, tais esforços devem ser complementados com acções de sensibilização das populações de ambas as partes e com a intensificação da fiscalização e vigilância das fronteiras, que considera não serem suficientes para se garantir a total e desejável tranquilidade e defesa dos interesses dos dois Estados.

 Segundo o titular da pasta da Defesa, a luta contra a imigração ilegal, contra o tráfico de drogas e de seres humanos, de armas, o terrorismo e outro tipo de ilícitos são preocupações comuns que exigem uma cooperação estratégica.

 Em relação à política de Defesa e Segurança comum, que há muito se propuseram dinamizar os dois países, o governante angolano aferiu que ela implica uma interdependência subjacente no diálogo, na cooperação e na consolidação da capacidade de defesa dos Estados.

"Hoje em dia, a soberania exerce-se e defende-se através do diálogo, da concertação política, numa esfera multilateral, através da participação num processo de tomada de decisões colectivas que respeitem, reflictam e valorizem a especificidade de cada Estado, os seus valores culturais, a sua identidade e o interesse nacional", expressou.

 Para si, a sã convivência entre os povos exige o respeito mútuo e reciprocidade nas relações entre os Estados.

 É assim que em respeito a estes princípios, segundo o ministro, a cooperação no âmbito da Defesa e Segurança tem decorrido de forma muito satisfatória, bem articulada e de forma coerente.

Disse que foram dados passos significativos, depois da realização da anterior Reunião Conjunta em Novembro de 2015, na cidade de Livingstone (Zâmbia), citando como exemplo, a frequência com que as autoridades regionais e provinciais de ambos os lados da fronteira se têm reunido, para resolver os problemas pontuais que vão surgindo no terreno nos diversos domínios, sobretudo no aduaneiro e migratório.

 João Lourenço realçou igualmente o registo da intensificação da vigilância contra o tráfico  de drogas, caça furtiva, abate indiscriminado da fauna e flora.

 Aos poucos, vamos criando um ambiente cada vez mais saudável de cooperação bilateral, que tem ganhos regionais acrescentados e que concorrem para um quadro em que a Zâmbia e Angola se unem aos esforços de toda a África Austral, no longo caminho da integração regional", vincou.

 

 

 

 

 

 

Fonte:Angonoticias

Reditado para:Noticias Stop 2016

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