
Congresso ordinário do MPLA.
Presente no conclave em representação do PSD, a maior força política da oposição em Portugal, o dirigente insistiu na ideia de que o seu país só conseguiu "dar a volta às dificuldades", e "inverter uma tendência de declínio" graças à ajuda angolana.
"Angola nunca deixou de acreditar em Portugal e isso foi crucial para a nossa recuperação económica num período tão difícil da nossa história", reforçou o deputado, no reconhecimento do "papel com um enorme relevo" desempenhado pelo povo e empresas angolanas no acolhimento da comunidade lusa.
"Os portugueses são um povo grato, obrigado pelo apoio que deram aos nossos compatriotas e que continuam a dar. Procuraremos dar o mesmo acolhimento aos angolanos em Portugal".
Apologista de um aprofundamento das relações bilaterais, Marco António Costa sugeriu que se facilite e maximize o acesso dos países da CPLP, "e particularmente de Angola", a "fundos europeus destinados à cooperação, com recurso a novos instrumentos financeiros".
Para o dirigente do PSD, Angola e Portugal enfrentam desafios similares, que devem ser ultrapassados em conjunto.
"Não obstante a diferença de escala dos problemas e as nuances específicas de cada um, julgo poder dizer que Portugal e Angola têm hoje o mesmo caminho reformista a trilhar na busca de respostas económicas e sociais que melhor respondam aos anseios dos nossos povos", considerou o político, apelando ao "espírito solidário e de entreajuda".
Além do PSD, Portugal está representado no Congresso por membros do Partido Socialista, do CDSPP e do Partido Comunista.
Carlos César, presidente do Partido Socialista, desdobrouse em elogios ao MPLA e a José Eduardo dos Santos, que considerou uma "figura referencial" da história angolana, ao mesmo tempo que apontou o MPLA como "uma força política respeitada além fronteiras".
O socialista português salientou ainda os "compromissos fraternos" entre Portugal e Angola, preconizando o reforço das relações entre os dois países e, em simultâneo, dos laços que unem o PS e o MPLA.
Na intervenção comunista, realizada pelo dirigente Rui Fernandes, sobressaiu o apoio do partido à unidade e independência de Angola, à paz e aos direitos e progresso social do povo angolano.
Fonte:Angonoticias
Reditado para:Noticias Stop 2016
