
sul-africano “Business Day”.
O valor atual do investimento na região não é explicitado, a informação existente à data apenas refere que as despesas de capital das principais empresas petrolíferas vão cair em 100 mil milhões de dólares.
governos na África subsaariana têm de reavivar a indústria de exploração de petróleo, oferecendo vantagens fiscais atrativas em vez de procurar aumentar as receitas fiscais no atual contexto”, adiantou o investigador da Wood Mackenzie para a região, na Africa Oil Week, que decorre na Cidade do Cabo.
A região nomeada produz atualmente quase cinco milhões de barris por dia, mas pode ver a produção cair para 2,6 milhões em 2030 devido ao desinvestimento dos grandes produtores.
A razão para Angola e Nigéria estarem entre os mais países mais afetados, prende-se com a exploração de petróleo nestes países ter um custo elevado pois é feita em águas ultraprofundas.
“Os cortes na exploração na região vão também contribuir para uma descida da produção a longo prazo, já que os produtores afastaram-se de novas descobertas, preferindo apostas nas já existentes”, acrescenta o analista, no entanto “a recente confirmação da gigantesca descoberta do campo Owowo (estimada em mil milhões de barris), na Nigéria, mostra bem a qualidade dos recursos naturais que a África subsaariana ainda tem para oferecer”.
No dia 28 de setembro uma reunião informal na Argélia resultou num acordo para limitar a produção, algo que não acontecia desde 2008 entre os membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP). O acordo prevê uma limitação de produção de 32,5 milhões de barris por dia, ficando por acertar as quantidades por país, nomeadamente para a Nigéria.
Após o 23º Congresso Mundial de Energia da Turquia começou a crescer a desconfiança de que os produtores de petróleo não iriam conseguir implementar o acordo para reduzir a oferta de crude no mercado, na reunião que está marcada para 30 de novembro.
São muitas as incertezas e poucas as certezas, e enquanto o cenário não se concretiza, as dúvidas persistem e as cotações continuam a cair, tendo o preço descido para mínimos de cinco semanas nos mercados internacionais.
Os últimos governos focaram-se numa diversificação dos destinos das exportações portuguesas, no entanto a crise a que se assiste nos mercados emergentes e, em particular, em Angola afeta esta diversificação, resultando num peso ainda maior das exportações destinadas a países da União Europeia, que atingem valores elevados comparativamente com outros anos.
O Brent do Mar do Norte negoceia a subir 0,79% para 47,23 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), transaciona a ganhar 0,51% para 45,57 dólares.
Fonte:Angonoticias
Reditado para:Noticias Stop 2016
