Angola precisa de economia suficientemente livre para finalmente se diversificar - UNITA - RTP

Economia
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Angola precisa de uma economia suficientemente livre para poder diversificar, afirma a UNITA, em declarações veiculadas pela RTP. Em tempos de volatilidade dos fluxos petrolíferos e de pressão para reduzir a dependência de um único setor, a ideia de uma liberalização económica ganha centralidade no debate sobre o futuro do mercado angolano. A mensagem aponta para um quadro em que o ambiente de negócios é previsível, competitivo e desequilibrado pela intervenção estatal excessiva.\n\nUma economia “livre” traduz-se, entre outros fatores, pela facilitação de abrir e gerir negócios, pela proteção efectiva de direitos de propriedade, por uma regulação mais estável e pela redução de barreiras à entrada de novos players. No plano prático, isso significa simplificação de impostos, reformas administrativas para eliminar a burocracia innecessária, acesso a crédito para pequenas e médias empresas, e uma abertura de mercados que permitam a competição, inovação e criação de emprego.\n\nPara o mercado angolano, a materialização desta visão tem potencial de transformar o panorama de investimentos. Empresas locais e estrangeiras tendem a ver com maior clareza as regras do jogo, o que eleva a confiança e acelera o lançamento de projetos em áreas cruciais para a diversificação económica: agricultura logística, agroindústria, turismo, manufatura de base leve, energias renováveis e tecnologia da informação. Em simultâneo, a liberalização faz questão de um quadro de governança robusto: combate à corrupção, transparência na gestão pública, regulação eficiente dos sectores estratégicos e uma gestão fiscal criteriosa para evitar desequilíbrios macro.\n\nO desafio, claro, reside na implementação. Reformas de envergadura exigem capacidade institucional, coordenação entre Ministérios, e um marco regulatório que possa ser aplicado de forma igual para todos os agentes económicos. Sem isso, há o risco de que a liberalização beneficie apenas determinados grupos, aprofundando assim desigualdades ou criando assimetrias de concorrência. Por isso, a visão de diversificação não deve ficar apenas no papel, mas ser acompanhada de políticas de desenvolvimento humano, educação técnica, formação de quadros e melhoria de infraestruturas que mantenham o crescimento sustentável.\n\nNo longo prazo, uma economia suficientemente livre pode colocá-la numa rota de crescimento mais inclusivo, menos vulnerável às oscilações do petróleo e mais resiliente a choques externos. O movimento para um clima de negócios mais aberto deve igualmente vir acompanhado de instrumentos de apoio a empreendedores, incubadoras, parques industriais e incentivos à inovação, para que ideias nacionais se transformem em negócios que gerem empregos estáveis e renda para as famílias.\n\nO mundo dos negócios não para. Qual é a sua perspetiva sobre esta evolução? Deixe o seu comentário abaixo e registe-se no Portal STOP para mais análises corporativas!

Fonte: da Redação e Agências de Entretenimento
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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