FMI corta projeção para PIB do Oriente Médio e Ásia Central em 2026 - CNN Brasil

Asia Setentrional e Central
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou recentemente uma revisão descendente nas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para a região do Oriente Médio e Ásia Central até ao ano de 2026. Segundo o relatório, a taxa média de crescimento esperada para os países da Ásia Central – Cazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão, Quirguistão e Tajiquistão – será reduzida de 4,2 % para 3,6 % ao ano. A revisão reflete uma série de fatores que têm pressionado a estabilidade macroeconómica da região, entre os quais a volatilidade dos preços do petróleo e do gás, as tensões geopolíticas nas fronteiras com a Rússia e a China, bem como os desafios climáticos que afetam a produção agrícola nas planícies férteis do rio Amu Daria. Para o Cazaquistão, maior exportador de hidrocarbonetos da região, a queda nos preços internacionais do petróleo tem reduzido as receitas fiscais, comprometendo o financiamento de projetos de infra‑estrutura ligados à nova Rota da Seda. O Uzbequistão, que tem apostado na diversificação da sua economia para a indústria têxtil e a produção de algodão, enfrenta ainda atrasos na implementação de reformas agrícolas, o que limita o aumento da produtividade e a atração de investimento estrangeiro direto. O Turcomenistão, dependente quase exclusivamente das exportações de gás natural, viu a sua balança comercial deteriorar‑se devido à concorrência de novos fornecedores europeus e à crescente procura por fontes de energia renovável. Já o Quirguistão e o Tajiquistão, economias mais pequenas e fortemente dependentes de remessas de trabalhadores migrantes e de apoio financeiro externo, sentem o impacto da desaceleração global nos fluxos de capitais e nas transferências de dinheiro. No âmbito dos acordos regionais, a revisão das projeções do FMI coloca em risco os objetivos da União Económica da Ásia Central (UEAC), que pretende criar um mercado comum para bens e serviços até 2030. A diminuição das perspetivas de crescimento pode limitar a capacidade dos Estados‑Membros de cumprir as metas de investimento em infra‑estruturas transfronteiriças, como corredores ferroviários e corredores de energia, que são cruciais para integrar a região nos fluxos comerciais entre a China, a Europa e o Oriente Médio. Analistas económicos alertam que, sem uma resposta coordenada, a redução das previsões de crescimento poderá gerar pressões inflacionárias, aumento do desemprego e maior vulnerabilidade a choques externos. Recomenda‑se, portanto, que os governos da região reforcem políticas macro‑fiscais prudentes, diversifiquem as suas bases produtivas e acelerem a implementação de reformas estruturais, de modo a melhorar a resiliência económica. Esta atualização do FMI sublinha a necessidade de uma estratégia mais robusta para a gestão dos recursos naturais e para a integração dos mercados regionais, garantindo que a Ásia Central continue a ser um corredor estratégico para o comércio internacional e um polo de atração para investimentos estrangeiros. Convidamos o leitor a deixar o seu comentário sobre este tema e a registar‑se no Portal STOP para acompanhar mais análises aprofundadas sobre a geopolítica e a economia da região.

Fonte: da Redação e Agências de Negocios
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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