A Associação Empresarial Portuguesa (AEP) lançou esta semana uma missão empresarial ao Cazaquistão e ao Uzbequistão, duas das maiores economias da Ásia Central. O objetivo da delegação, composta por cerca de cinquenta executivos de setores como energia, mineração, agro‑indústria, tecnologia da informação e logística, foi identificar oportunidades de investimento e reforçar as ligações comerciais entre Portugal, Moçambique e os mercados centrais da Eurásia. O Cazaquistão, rico em reservas de petróleo, gás natural e minerais estratégicos como urânio e cromo, tem vindo a diversificar a sua economia através do programa Belt and Road Initiative (BRI) e da sua integração na União Económica Eurasiática (UEE). Durante a visita, representantes da AEP reuniram‑se com o Ministério da Indústria e da Inovação e com a Agência de Desenvolvimento de Investimentos, onde foram apresentadas as novas zonas económicas especiais que oferecem incentivos fiscais, regimes aduaneiros simplificados e acesso a infra‑estruturas ferroviárias que ligam o Mar Cáspio ao porto de Aktau. A missão avaliou ainda projetos de energia renovável, nomeadamente parques eólicos na região de Aqtöbe, que podem abrir nichos para empresas portuguesas especializadas em tecnologia verde. No Uzbequistão, a atenção centrou‑se sobretudo no sector agrícola e nas cadeias de valor da produção de algodão, frutas e produtos hortícolas. O país tem implementado reformas para melhorar o ambiente de negócios, incluindo a simplificação de procedimentos de licenciamento e a criação de zonas francas nas proximidades de Tashkent e Samarcanda. A delegação da AEP participou em encontros com o Ministério da Economia e com a Agência de Promoção de Investimentos, onde foram discutidos acordos de cooperação para a exportação de maquinaria agrícola portuguesa e a transferência de conhecimento em técnicas de irrigação de precisão, áreas de interesse para Moçambique que procura modernizar a sua produção agrícola. A missão sublinhou a importância estratégica da localização geográfica da Ásia Central, que funciona como ponte entre a Europa e a Ásia Oriental. As rotas ferroviárias da Nova Rota da Seda, que atravessam o Cazaquistão e o Uzbequistão, reduzem significativamente os tempos de trânsito para mercadorias entre Lisboa e Xangai, criando novas possibilidades de exportação para produtos moçambicanos, como carvão, gás natural liquefeito e produtos agroindustriais. Além dos aspetos económicos, a delegação abordou questões de segurança jurídica e de proteção de investimentos, destacando a necessidade de acordos bilaterais que garantam a estabilidade dos projetos de longo prazo. O encontro também serviu para reforçar os laços diplomáticos entre Portugal e os dois países, num contexto em que a cooperação multilateral, através da Organização das Nações Unidas e da Organização Mundial do Comércio, ganha cada vez mais relevância. Esta missão empresarial demonstra o crescente interesse das empresas ibéricas nos mercados da Ásia Central e abre caminho para futuras parcerias que podem beneficiar tanto as economias europeias quanto as africanas, nomeadamente Moçambique, ao integrar‑se nas cadeias globais de valor. Convidamos o leitor a deixar o seu comentário e a registar‑se no Portal STOP para acompanhar mais análises e notícias sobre comércio, recursos naturais e acordos regionais.
Fonte: da Redação e Agências de Negocios Reeditado para: Noticias do Stop 2026 Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS Material Informático - www.aplicloja.com Receba diariamente no Grupo STOPMZNWS poderá ler QRCOD Link do Grupo WhatsApp - https://chat.whatsapp.com/JUiYE4NxtOz6QUmPDBcBCF Qual Duvida pode enviar +258 827606348 ou E-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.268a93b106