Dependência em bets desafia RHs a fortalecer estratégias de saúde mental e bem-estar - CartaCapital

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Nos últimos tempos, tem-se observado um aumento preocupante de colaboradores que desenvolvem dependência em apostas, seja em plataformas online ou em jogos de azar informais. Essa realidade traz desafios significativos para os departamentos de recursos humanos, que precisam de ir além das políticas tradicionais de bem‑estar e criar estratégias mais robustas e humanas. Primeiro, é fundamental reconhecer que a dependência em apostas é uma condição de saúde mental, não um simples hábito. Quando um colaborador sente‑se preso a esse comportamento, pode experimentar ansiedade, stress, insónia e até dificuldades de concentração, o que afeta diretamente a sua produtividade e o clima organizacional. Por isso, os RHs devem começar por sensibilizar gestores e colegas sobre a natureza da dependência, promovendo conversas abertas e sem julgamentos, de modo a eliminar o estigma e incentivar a procura de ajuda. Em seguida, a empresa pode oferecer acesso a serviços de apoio psicológico, seja através de seguros de saúde que cobrem terapia, seja mediante parcerias com clínicas especializadas em vícios comportamentais. É importante que esses serviços sejam confidenciais e facilmente acessíveis, para que o colaborador sinta‑se seguro ao procurar ajuda. Além disso, programas de educação financeira podem ser muito úteis: ao ensinar técnicas de gestão de orçamento e de poupança, os trabalhadores ganham maior controlo sobre o seu dinheiro e reduzem a tentação de recorrer a apostas como forma de “ganhar rápido”. Outra prática eficaz é criar ambientes de trabalho que favoreçam o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, oferecendo horários flexíveis, pausas regulares e actividades de lazer saudáveis, como grupos de caminhada ou sessões de meditação. Quando os colaboradores sentem‑se valorizados e apoiados, a procura por comportamentos de risco diminui. Por fim, os gestores devem estar atentos a sinais de alerta – como alterações de humor, queda no desempenho ou ausências frequentes – e agir com empatia, encaminhando o colaborador para os recursos disponíveis. Ao integrar estas medidas numa política de bem‑estar abrangente, as empresas não só ajudam a prevenir a dependência em apostas, como também fortalecem a resiliência mental da sua equipa, criando um espaço de trabalho mais saudável e produtivo. Como tem sido a experiência da sua empresa ao lidar com a dependência em apostas e que passos concretos pretende dar para melhorar o bem‑estar dos seus colaboradores?

Fonte: da Redação e Agências de Noticias
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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