
"Acredito que a França pode e deve sair agora do Procedimento por Défice Excessivo [PDE]", afirmou Moscovici numa conferência de imprensa em Paris, em alusão às exigências da Comissão Europeia, que pode decidir aplicar sanções quando um país desrespeita as regras.
"Tenho todas as razões para pensar que o objetivo de ficar abaixo de 3,0%, de respeitar os critérios, pode ser atingido", assegurou Moscovici, lembrando que a Comissão Europeia espera que França tenha um défice de 2,9% em 2017, mas prevê 3,1% para 2018.
Segundo o comissário, "França tem de fazer um esforço mínimo para se manter abaixo dos 3,0% em 2018". Moscovici acrescentou ainda esperar que Macron mantenha "os compromissos que fez durante a campanha" de respeitar as regras europeias.
Na segunda-feira, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, já tinha sugerido a Macron uma redução da despesa pública, considerando que o nível atual de despesa não pode ser mantido a longo prazo.
A Comissão Europeia vai publicar na quinta-feira as suas previsões económicas de primavera para os países da União Europeia (UE), seguindo-se as recomendações em 17 de maio.
França tem estado sob pressão para respeitar as regras da UE que estabelecem que os défices públicos devem ser inferiores a 3,0% do PIB.
O programa de Macron prevê uma redução da despesa pública de 60 mil milhões de euros em cinco anos, o que passa, entre outras medidas, pela supressão de 120 mil empregos na função pública.
Noticia ao minuto
Reeditado:Celeste
