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“Frito como um peixe” além de ser um evento artístico com um recheio de sátira é uma provocação para chamar a atenção sobre temáticas sociais e ambientais, transportando o publico em uma reflexão importante sobre a estrutura da nossa sociedade baseada principalmente nas mensagem que passam na televisão, na rádio e nos jornais, mostrando como os nossos canais de comunicação não são ainda bastantes para nos focar nos problemas reais e na resolução dos mesmos.
O debate é focado na Comunicação, no âmbito Jornalístico e na Comunicação Criativa.
“Quais são as prioridades em uma sociedade onde até mesmo a notícia está à venda?”
Moderador do evento é o ideador e realizador Simone Faresin artista italiano que criou o conceito e o vídeo de arte que leva o mesmo nome do evento.
“Frito como um peixe” nasceu em Lisboa no Março 2012 e foi estreado no Circulo Cultural “O Bacalhoeiro” no dia 1 de Abril, 2012.
5 anos depois, em Maputo, o evento volta com uma componente intelectual ainda mais forte e crescida, envolvendo artistas e comunicadores Moçambicanos em uma criatividade sem fronteiras.
A provocação de tratar de Comunicação e Cultura no “dia das mentiras” não precisa de ser explicada sendo a mentira, infelizmente, um elemento do nosso dia-a-dia. O artista aproveita de esta recorrência para falar de verdade sobre assuntos reais.
O dia 1 de Abril, “dia das mentiras” é conhecido na Itália como “dia do peixe de Abril” e caracteriza-se para as brincadeiras que podem acontecer ao longo do dia.
Por isso o titulo “Frito como um peixe” presta para fazer ironia sobre a nossa condição humana, onde nos humanos somos “fritos” como um peixe.
“O peixe, é símbolo de uma massa de consumidores que mordem o anzol da grande produção comercial.
Os consumidores parecem mudos, como peixes, perante as prepotências de um sistema onde o peixe grande consegue sempre oprimir o mais pequeno.
O peixe é também a metáfora de um consumismo excessivo dos recursos da Natureza.”
Além da ironia o evento e o debate são revoltos aos estudantes para lembrar a importância de ler, estudar, aprender, ligar o cérebro, para não acabar de ser “frito como um peixe”.
Além das conversas, no evento serão projectados vídeo de arte e o palco do CREISPU acolhe algum entre os projectos musicais jovem e alternativos mais interessantes que a Maputo Criativa apresenta.
Fonte:RM
Reditado para:Noticias do Stop 2017
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